sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

QUARESMA: TEMPO DE CONVERSÃO! - Padre GILBERTO KASPER

 

QUARESMA: TEMPO DE CONVERSÃO!

 

A Quaresma é um dos mais ricos tempos de conversão. Converter-se espiritualmente, significa mudar o que não está bem interiormente. As pessoas perderam a noção de pecado. Já na década de 1950 do século passado, o Papa Pio XII afirmava que um dos maiores males de nossa geração, seria a perda da noção de pecado. Parece que o pecado foi extinto, perdeu seu sentido de existir, só porque determinados comportamentos tornaram-se frequentes entre as pessoas e suas relações. Diz-se: "Isso já não é mais pecado, pois todo mundo faz...". Mas não é bem assim. O sentido de pecado não perdeu suas características, e existe tanto hoje como no tempo de Jesus. Talvez não se faça mais uma determinada listinha de pecados como antigamente. O importante é remetermo-nos à própria consciência, e esta sinalizará se cometemos ou não pecado.

               

Gosto de pensar que pecado é tudo aquilo que nos tira a paz interior, causa-nos medo, angústia ou vergonha por termos feito algo contra Deus, contra nós mesmos ou contra alguém. Pecado é o afastamento do amor de Deus. É deixar Deus falando sozinho, virando-lhe as costas. Assim como muitas vezes nossos adolescentes agem com os pais, pensando que seus princípios estejam ultrapassados. Logo a arrogância, a prepotência, a ganância e a autossuficiência gritam mais alto.

                

A conversão é voltar-se novamente para Deus, a quem damos as costas, deixando-O falar sozinho. É olhar nos olhos de Deus. É estar diante de Deus rosto a rosto e sentir-se envolvido pelo amor com o qual nos criou à sua imagem e semelhança. Isso nem sempre é fácil. Muitas vezes nosso orgulho é maior do que nossa humildade. Aqui está uma grande dificuldade de nossos tempos: o auto-perdão. Não é fácil admitir que erramos, que nos enganamos, o que se torna uma grande dificuldade de perdoar-nos a nós mesmos e, consequentemente aos outros.

                

Com facilidade nos atribuímos o direito de julgar os outros, até mesmo negando-lhes o perdão. Isso significa que temos a pretensão de sermos "deuses" sobre os outros. Outras vezes, escondemos nossos erros atrás dos erros dos outros, a fim de não sermos descobertos. Esse tipo de atitude é um desastre nas relações humanas, sobretudo em determinados grupos de pessoas, que desempenham algum serviço na sociedade, que os coloque em evidência, como nas esferas sociais, econômicas, políticas, familiares e nem por último, eclesiais. Esse esconderijo é o principal ingrediente do pecado da inveja, que antes parece um câncer que embora se manifeste, ninguém aceite.

 

A conversão implica uma "reconciliaterapia". Isto é: admitir as próprias fraquezas, aceitá-las e com a ajuda do perdão que vem de Deus convertê-las em virtudes. Só então produziremos frutos saborosos e contribuiremos por uma sociedade mais humana, justa e fraterna!

 

Pe. Gilberto Kasper

São Gabriel da Virgem Dolorosa - 27 de fevereiro

 


São Gabriel da Virgem Dolorosa

 

São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Leão XIII chamava o São Luiz 

Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de março de 1838 e recebeu o nome 

de Francisco Possenti, filho de Sante Possenti di Terni e Inês Frisciotti. No mesmo 

dia que viu a luz do mundo, recebeu a graça do batismo, na mesma pia, em que foi

 batizado o grande patriarca São Francisco, na Igreja de São Rufino.

Possuidor de um caráter jovial, sólida formação cristã e acadêmica, em 1856 ingressou 

na congregação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada por São

 Paulo da Cruz, ou seja, os Passionistas. Sua espiritualidade foi marcada

 fortemente pelo amor a Jesus Crucificado e a Virgem Dolorosa.

Depois foi acolhido para o noviciado em Morrovalle, recebendo o hábito e assumindo o 

nome de Gabriel de Nossa Senhora das Dores, devido à sua grande devoção e 

admiração que nutria pela Virgem Dolorosa. Um ano após emitiu os votos 

religiosos e foi por um ano para a comunidade de Pievetorina para completar os estudos

 filosóficos. Em 1859 chegou para ficar um período com os confrades da Ilha do Grande 

Sasso. Foi a última etapa da sua peregrinação. Morreu aos vinte e quatro anos, de

 tuberculose, no dia 27 de fevereiro de 1862, nessa ilha da Itália. Foi sepultado na igreja

 da Congregação, em Isola Del Gran Sasso. Trinta anos depois fêz-se o reconhecimento do 

seu corpo. Nesta ocasião com o simples contacto de suas relíquias verificou-se a cura 

prodigiosa de uma jovem que a tuberculose pulmonar tinha reduzido ao último estado. 

Reproduziram-se aos milhares os prodígios que foram constatados à invocação do Santo. 

As anotações deixadas por São Gabriel de Nossa Senhora das Dores em um caderno 

que foi entregue a seu diretor espiritual, padre Norberto, haviam sido destruídas. Mas, 

restaram de São Gabriel: uma coleção de pensamentos dos padres; cerca de 40 cartas

 testemunhando sua devoção à Nossa Senhora das Dores e um outro caderno, este com

 anotações de aula contendo dísticos latinos e poesias italianas.

Em 1908 o Papa Pio X inscreveu o nome de Gabriel da Virgem Dolorosa no catálogo 

dos Beatos e em 1920 Bento XV decretou-lhe as solenes honras da canonização, 

declando como exemplo a ser seguido pela juventude dos nossos tempos.

São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, teve uma curta existência terrena, mas toda 

ela voltada para a caridade e evangelização, além de um trabalho social intenso que 

desenvolvia desde a adolescência. Foi declarado co-patrono da Ação Católica, pelo Papa

 Pio XI, em 1926 e padroeiro principal da região de Abruzzo, pelo Papa João XXIII, em 1959.

O Santuário de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, é meta de incontáveis

 peregrinações e assistido pelos Passionistas, é um dos mais procurados da Itália e do 

mundo cristão. A figura atual deste Santo jovem, mais conhecido entre os devotos 

como o Santo do Sorriso, caracteriza a genuína piedade cristã inserida nos nossos

 tempos e está conquistando cada dia mais o coração de muitos jovens, que se pautam 

no seu exemplo para ajudar o próximo e se ligar à Deus e à Virgem Mãe.

Oração
Ó Deus, que ensinastes a São Gabriel a honrar com assiduidade as dores de vossa Mãe 

dulcíssima e por ela o elevaste à glória da Santidade e dos milagres, concedei-nos, 

pela sua intercessão e seus exemplos, a graça de partilharmos tão intimamente as dores 

de vossa Mãe Santíssima, que por sua maternal proteção consigamos a salvação eterna.

Amém.

São Gabriel da Virgem Dolorosa, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,20-26

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

5,20-26

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Se a vossa justiça não for maior
que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus,
vós não entrareis no Reino dos Céus.

Vós ouvistes o que foi dito aos antigos:
'Não matarás!
Quem matar será condenado pelo tribunal'.

Eu, porém, vos digo:
todo aquele que se encoleriza com seu irmão
será réu em juízo;
quem disser ao seu irmão: 'patife!'
será condenado pelo tribunal;
quem chamar o irmão de 'tolo'
será condenado ao fogo do inferno.

Portanto, quando tu estiveres levando
a tua oferta para o altar, e ali te lembrares
que teu irmão tem alguma coisa contra ti,

deixa a tua oferta ali diante do altar,
e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.
Só então vai apresentar a tua oferta.

Procura reconciliar-te com teu adversário,
enquanto caminha contigo para o tribunal.
Senão o adversário te entregará ao juiz,
o juiz te entregará ao oficial de justiça,
e tu serás jogado na prisão.

Em verdade eu te digo: dali não sairás,

enquanto não pagares o último centavo

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Santo Alexandre do Egito

*SANTO DO DIA*

*SANTO ALEXANDRE DO EGITO, BISPO*
Entre os numerosos santos com este nome, o patriarca Alexandre, que nasceu no ano de 250, merece lugar de honra especial. Alexandre que nasceu em 250. Homem de profunda cultura, unida ao zelo e bondade, Alexandre foi eleito bispo em 312, para a importante sede da Igreja em Alexandria, no Egito. Um dos primeiros cuidados, deste bispo de sessenta anos, foi o da formação e da escolha dos religiosos entre homens de comprovada virtude. Deu início à construção da igreja de são Theonas, a maior da cidade e foi um dos protagonistas da luta contra a heresia de Ário, chamada ariana. Ário, que tinha sido ordenado sacerdote pelo bispo Aquiles, parece ter sido o responsável pela indicação e divulgação do nome de Alexandre para a nova eleição. Foi considerado um homem arrojado para a época, pois usava todos os meios possíveis de comunicação para a divulgação de suas ideias. Até que começou a espalhar entre os fiéis e religiosos uma doutrina que não concebia a divindade de Cristo. Considerava apenas o Pai como Deus, enquanto que Cristo não era divino, mas apenas um ser humano, superior aos demais. Alexandre lutou contra o crescimento da doutrina de Ário em Alexandria convocando sínodos locais e o Concílio de Alexandria em 321 d.C., que acabou por expulsá-lo da região. Ário então fugiu para a Palestina, onde foi recebido por Eusébio de Nicomédia, que reclamou não são somente a Alexandre como também ao imperador. Os seguidores de Ário em Alexandria passaram então a se dedicar à violência em defesa de suas crenças, o que estimulou Alexandre a escrever uma encíclica à todos os bispos do Cristianismo, na qual ele relatou a história do arianismo e sua opinião sobre as falhas no sistema ariano. Alexandre também escreveu uma confissão de fé em defesa de sua própria posição e a enviou para todos os bispos do Cristianismo recebendo amplo apoio. Ele também mantinha correspondência com Alexandre de Constantinopla, protestando contra a violência dos arianos e contra a promulgação das visões de Ário sobre a influências das mulheres e muitos outros assuntos do arianismo. Constantino I, o único reclamante ao trono após a execução de Licínio, escreveu uma carta “para Atanásio e Ário”, exigindo que Alexandre e Ário terminassem sua disputa. O herege não atendeu ao imperador Constantino. Só então Alexandre insistiu com o papa e o imperador para a convocação o concílio de Nicéia, ocorrido em 325. Nessa importante reunião o bispo Alexandre, então já muito velho e enfermo, foi acompanhado por Atanásio, que ainda não era sacerdote. Este ainda adolescente, foi notado e apreciado pelo bispo, que o tomou sob sua proteção e o fez seu secretário. Quando voltou do concílio, Alexandre foi acolhido triunfalmente em Alexandria. Cinco meses antes de morrer em 26 de fevereiro de 328, ele dignou como sucessor naquela sede episcopal, o discípulo Atanásio, para acabar com a doutrina ariana. O culto de Santo Alexandre, patriarca da Alexandria, se difundiu sendo venerado no dia de sua morte.
*SANTO ALEXANDRE DO EGITO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP.

Evangelho de hoje

*26/02/2026 - QUINTA-FEIRA DA 1ª. SEMANA DO TEMPO DA QUARESMA*

*EVANGELHO DO DIA*
*(Mt 7,7-12)*

*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus*
*Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:  7  “Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta!  8  Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e a quem bate, a porta será aberta.  9  Quem de vós dá ao filho uma pedra quando ele pede um pão?  10  Ou lhe dá uma cobra quando ele pede um peixe?  11  Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! 12  Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 7,7-12

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

7,7-12

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Pedi e vos será dado! Procurai e achareis!
Batei e a porta vos será aberta!

Pois todo aquele que pede, recebe;
quem procura, encontra;
e a quem bate, a porta será aberta.

Quem de vós dá ao filho uma pedra,
quando ele pede um pão?

Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe?

Ora, se vós, que sois maus,

sabeis dar coisas boas a vossos filhos,
quanto mais vosso Pai que está nos céus
dará coisas boas aos que lhe pedirem!

Tudo quanto quereis que os outros vos façam,
fazei também a eles.
Nisto consiste a Lei e os Profetas".

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Santa Valburga - 25 DE FEVEREIRO

 

Santa Valburga

Valburga, de origem inglesa, era filha de São Ricardo, rei dos saxões do Oeste. Nasceu por volta de 710 em Devonshire, na Inglaterra meridional. Era uma princesa dos Kents, cristãos que desde o século III se sucediam no trono. Ela viveu cercada de nobreza e santidade. Seus parentes eram reverenciados nos tronos reais, mas muitos preferiram trilhar o caminho da santidade e foram elevados ao altar pela Igreja, como seu pai, são Ricardo e os irmãos Vilibaldo e Vunibaldo.

Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes.

Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários.

Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo que havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região.

Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com frequência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado.

Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado.

Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga. O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres.