quarta-feira, 4 de março de 2026

São Casemiro padroeiro da Lituânia

*SANTO DO DIA*

*SÃO CASEMIRO, PADROEIRO DA LITUÂNIA*
Casimiro nasceu na Croácia no dia 03 de outubro de 1458 e era o décimo terceiro filho do rei da Polônia, Casimiro IV, e da rainha Elisabete d’Asburgo. Ele poderia muito bem colocar sobre a cabeça uma coroa e reinar sobre um território, como todos os seus doze irmãos o fizeram. Porém, apesar de possuir os títulos de príncipe da Polônia e grão-duque da Lituânia, não seguiu esse caminho. Desde pequeno abriu mão do luxo da corte, suas ricas festas e todas as facilidades que a nobreza proporcionava. Fez voto de castidade e vivia na simplicidade do seu quarto, que transformou numa cela como a de um eremita, dedicando-se à oração, disciplina, penitência e solidão. Quando os húngaros se rebelaram contra o seu rei, Mateus Corvino, e ofereceram ao jovem príncipe Casimiro, então com treze anos, a coroa, ele a renunciou tão logo soube que seu pai havia se declarado contra a deposição daquele rei e a imposição pela força de outro, no caso ele. O príncipe tinha de fato apenas uma ambição, se é que assim pode ser chamada: dedicar-se ao ideal da vida monástica. Entretanto não fugia dos deveres políticos, tendo ajudado o pai nos negócios do reino desde os dezessete anos, principalmente nos problemas referentes à Lituânia, onde era muito querido pelo povo. Com a conversão do rei da Hungria que abdicou para entrar num mosteiro, o rei Casimiro IV, seu pai, herdou esses domínios que incluíam além da Hungria a Prússia. Porém, isso também não entusiasmou o jovem príncipe a se coroar. Desde a infância levava uma vida ascética, muito humilde, jejuando continuamente e dormindo no chão, por isso sua saúde nunca foi perfeita. Dessa forma, jovem príncipe acabou contraiu a tuberculose. Mesmo assim seu pai lhe cofiou a regência do reino, por um breve período. O rei desejando ampliar ainda mais os domínios do já imenso império, pretendia firmar um contrato de matrimonio para o filho com a bela e rica herdeira de Frederico III, cujas fronteiras passariam as ser mar Báltico e o mar Negro, realizando seu velho sonho. Por isso precisava se ausentar, pois queria tratar pessoalmente de tão delicado assunto. Casimiro, como príncipe regente, não se furtou às obrigações junto ao seu amado povo. Cumpriu a função com inteligente política, todavia sem se deixar seduzir pelo poder. Depois, o rei teve de se conformar, porque Casimiro preferiu o celibato e o tratado do matrimônio foi desfeito. Ele preferiu ser lembrado por ficar entre os pobres de espírito, entre aqueles que receberam o reino de Deus, do que ser recordado entre os homens famosos e poderosos que governaram o mundo. Morreu aos vinte e cinco anos de idade e foi sepultado em Vilnius, capital da Lituânia, em 04 de março de 1484. Logo passou a ser venerado por todo o povo polonês, lituano, húngaro, russo. Seu culto acabou sendo introduzido na Europa ocidental através dos peregrinos que visitavam sua sepultura. Menos de quarenta anos após sua morte já era canonizado pelo Papa Leão X. São Casimiro foi declarado padroeiro da Lituânia e da juventude lituana; também da Polônia, onde até hoje é considerado um símbolo para os cristãos, que o veneram como o protetor dos pobres.
*SÃO CASIMIRO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP.

Evangelho de hoje

*04/03/2026 - QUARTA-FEIRA DA 2ª. SEMANA DO TEMPO DA QUARESMA*

*EVANGELHO DO DIA*
*(Mt 20,17-28)*

*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus*
*Naquele tempo,  17  enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes:  18  “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte  19  e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”.  20  A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido.  21 Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”.  22 Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”.  23  Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.  24  Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos.  25  Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem.  26  Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande torne-se vosso servidor;  27 quem quiser ser o primeiro seja vosso servo. 28  Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

terça-feira, 3 de março de 2026

Santa Catarina Drexel - 03 de março

 

Santa Catarina Drexel, amor à Eucaristia e serviço aos índios e afro-americanos

Origem
Nasceu na Filadélfia (EUA). Filha de um famoso banqueiro, ela perdeu a mãe logo 

depois que nasceu e foi criada por seu pai e sua madrasta.

Generosidade familiar
A família de Catarina Drexel era rica e os bens que tinham eram partilhados com os

 mais necessitados. Ela aprendeu, desde criança, a ser generosa e a usar seus bens 

materiais para ajudar o próximo. O pai dela sustentava vários institutos católicos que

 cuidava dos pobres. Sua madrasta ensinou Catarina e suas duas irmãs a praticarem 

a caridade desde bem pequenas.

Educação católica
Catarina, que foi educada na fé desde jovem, trilhou um caminho espiritual de forma

 a querer conhecer, amar e servir ao Senhor.

Santa Catarina Drexel e a vida missionária

Indígenas e negros
Catarina se compadeceu da situação que os indígenas e os negros viviam no Oeste

 americano. Então, sentiu no coração o desejo de ajudar. Decidida a fazer algo pelos 

mais necessitados, ela vai ao encontro do Papa Leão XIII, a fim de pedir missionários

 para trabalhar com índios e negros, pois ela já os ajudava. Foi então que o Papa 

sugeriu que ela mesma se tornasse missionária.

Doação de vida
Decida a se entregar a Deus e, assim, servir aos mais pobres, Catarina, aos 32 anos, 

fez sua primeira profissão religiosa, em 1891, nas Irmãs da Misericórdia. Não

 conformada ainda com a sua entrega a Deus, depois, ela fundou a ordem das Irmãs 

do Santíssimo Sacramento, aprovada em Roma, em 1913, com a finalidade de 

anunciar o evangelho e a vida eucarística entre índios e afro-americanos. 

Irmãs do Santíssimo Sacramento
Catarina e as irmãs da ordem do Santíssimo Sacramento cuidavam de um sistema de 

escolas católicas para índios e negros americanos, em 13 estados. Por ajudar aqueles

 que não eram homens livres, ela sofreu perseguição, mas não desistiu.

Jesus Eucarístico: o seu verdadeiro amor 

Eucaristia
Tamanho era o seu amor pelo Senhor, ela ensinou as Irmãs do Santíssimo Sacramento

 que era preciso amar a Eucaristia e olhar para todos os povos, inclusive para os que 

sofriam discriminação racial. 

Morte e subida aos altares
Catarina Drexel faleceu com 97 anos, em 3 de março de 1955, na Pensilvânia. Seus 

últimos 20 anos foram de vida centrada na meditação e oração. Foi beatificada em 20 

novembro de 1988, por São João Paulo II, e canonizada, também por ele, em 1º de 

outubro de 2000.

O verdadeiro valor
Uma mulher rica financeiramente, mas com um espírito despojado de si mesma e de

 toda a riqueza que possuía. Ela entendeu que os bens terrenos de nada valem se 

não tivessem ao serviço de Deus. Sua maior riqueza era o amor a sagrada Eucaristia.

Minha oração
“Olhar para os que sofrem bem mais do que eu: ‘Senhor, ajuda-me a fazer este 

exercício de não parar no meu sofrimento do tempo presente, mas olhar ao meu lado

 e reconhecer que a humanidade sofre e, com ela, devo unir-me à Cruz do Senhor’. 

Assim seja.”

Santa Catarina Drexel, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 23,1-12

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

23,1-12

Naquele tempo,

Jesus falou às multidões e a seus discípulos 

e lhes disse:

"Os mestres da Lei e os fariseus
têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés.

Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem.

Mas não imiteis suas ações!
Pois eles falam e não praticam.

Amarram pesados fardos
e os colocam nos ombros dos outros,
mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los,
nem sequer com um dedo.

Fazem todas as suas ações
só para serem vistos pelos outros.
Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura,
na testa e nos braços,
e põem na roupa longas franjas.

Gostam de lugar de honra nos banquetes
e dos primeiros lugares nas sinagogas;

Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas
e de serem chamados de Mestre.

Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre,
pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos.

Na terra, não chameis a ninguém de pai,
pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus.

Não deixeis que vos chamem de guias,

pois um só é o vosso Guia, Cristo.

Pelo contrário, o maior dentre vós
deve ser aquele que vos serve.

Quem se exaltar será humilhado,
e quem se humilhar será exaltado".

segunda-feira, 2 de março de 2026

Santo do dia 2 de março / SÃO SIMPLÍCIO

 

Santo do dia 2 de março / SÃO SIMPLÍCIO

Hoje é celebrado São Simplício, Papa defensor da doutrina católica

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O santo também exerceu um severo cuidado pastoral na Europa Ocidental, publicando decisões sobre questões eclesiásticas

Simplício foi o Papa número 47 da Igreja Católica – sucessor de Hilário –, cujo pontificado durou de 468 a 483, durante o qual foi destituído o imperador Rômulo Augusto e marcou-se o fim do império romano do Ocidente.

Em tempos da heresia do monofitismo no século V – que acreditava unicamente na natureza divina de Jesus Cristo –, este santo defendeu sempre a autoridade da Santa Sé e a independência da Igreja Católica diante do poder político, sobretudo, porque os governantes bizantinos queriam unificar ambas as esferas.

Por exemplo, no ano 476, quando o usurpador Flávio Basilisco se apoderou do trono do imperador romano do Oriente, Zenão, e publicou um edito religioso que rechaçava o Concílio de Calcedônia (451) – o qual condenava a heresia do monofitismo –, o Papa Simplício fez todos os esforços para manter o dogma católico e as definições deste último concílio.

Concretamente, São Simplício exortou a ser fiéis à verdadeira fé em suas cartas enviadas a alguns membros do clero, ao Bispo de Constantinopla (Acácio) e ao próprio usurpador Flávio Basilisco.

“Esta mesma norma de doutrina católica se mantém firmemente por seus sucessores (os de Pedro), a quem o Senhor confiou o cuidado de todo o rebanho de ovelhas, a quem prometeu não os deixar até o fim dos tempos”, disse o Papa Simplício em 10 de janeiro de 476.

O santo também exerceu um severo cuidado pastoral na Europa Ocidental, publicando decisões sobre questões eclesiásticas. Entre essas, nomeou o Bispo de Sevilla como Vigário Papal na Espanha, de forma que os privilégios da Santa Sé puderam se exercer no próprio país.

Os contemporâneos do santo concordam que levou uma vida austera, de oração constante e mortificações. Faleceu em 2 de março de 483.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,36-38

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 

6,36-38

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Sede misericordiosos,
como também o vosso Pai é misericordioso.

Não julgueis e não sereis julgados;
não condeneis e não sereis condenados;
perdoai, e sereis perdoados.

Dai e vos será dado.
Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante
será colocada no vosso colo;
porque com a mesma medida com que medirdes os outros,
vós também sereis medidos".
Palavra da Salvação.

S. Félix III, papa - 01 de março

 

S. Félix III, papa

S. Félix III, papa, Basilica di san Paolo fuori le mura

São Félix III, Papa desde o ano 483, teve que enfrentar o cisma do Patriarca de Constantinopla e combater as heresias monofisitas e arianas. Apoiou os Bispos africanos, contra as invasões dos Vândalos, e readmitiu na Igreja todos os cristãos, que tinham sido obrigados ao batismo ariano.