quarta-feira, 29 de abril de 2026

Santa Catarina de Sena - 29 de abril

 

Santa Catarina de Sena, voz de Deus e doutora da Igreja

Santa catarina de sena voz de deus e doutora da igreja

Origens
Catarina nasceu em Siena, Itália, em 25 de março de 1347. Ela foi a 24ª filha de um 

tintureiro chamado Giacomo de Benincasa. Desde pequena, dedicou a sua infância

 a Deus. Fez parte da Ordem Terceira de São Domingos.

Chamado de Deus
Aos 7 anos, consagrou a Deus a sua virgindade, juntamente a presença espiritual

 da Virgem Maria. Nessa época, ela já relatava visões nos seus momentos de

oração. Por volta dos 15 anos, por meio de um sonho, São Domingos apareceu-lhe, 

resultando na sua entrada para a Ordem Terceira Dominicana. A partir disso, ela 

intensificou as suas orações, além da prática de jejuns e mortificações corporais

 constantes.

Atuando nos caminhos da Igreja
Por ser de uma família simples, Catarina aprendeu a ler e escrever já adulta, ainda

 assim com dificuldades. Não obstante, seus ensinamentos são encontrados na 

obra “O diálogo”, no qual é tratado a busca de Deus e do conhecimento da Verdade.

Cartas
Ademais, escreveu mais de 380 cartas destinadas aos anônimos, reis e papas, 

evangelizando por todo o território romano. Naquele momento, havia o cisma 

católico e, com isso, a Igreja era influenciada pela política francesa. Graças a essas 

cartas, ela conseguiu que o verdadeiro Papa, Urbano VI, assumisse o governo da 

Igreja e regressasse à Roma.

Santa Catarina de Sena é padroeira da Itália e da Europa

Amparo na Peste Negra
Nesse período, a Peste Negra assolou a Europa, fazendo um terço da população

 desse continente como vítimas. Diante dessa situação, Catarina saiu de sua 

clausura e se dedicou a cuidar dos doentes, também por meio de orações. Seu

 exemplo gerou a conversão de várias pessoas.

Páscoa
Ao final de sua vida, ela teve a graça de receber os estigmas de Cristo, ela uniu-se 

inteiramente a Ele. Seus últimos dias contaram com diversas provações. Instantes 

antes de sua morte falou: “Partindo do corpo eu, na verdade, consumi e entreguei a 

minha vida na Igreja e pela Igreja, que é para mim uma graça extremamente singular”. 

Catarina morreu em 29 de abril de 1380.

Devoção a Santa Catarina de Sena

Oração oficial
“Ó notável maravilha da Igreja, serva virgem, que, por causa de suas extraordinárias 

virtudes e pelo que conseguistes para a Igreja e a Sociedade, fostes aclamada e 

abençoada por todos, volte teu bondoso olhar para mim, que confiante na tua

 poderosa proteção pede, com todo o ardor da afeição e suplica a ti, que obtenha

 pelas tuas preces o favor que ardentemente desejo (dizer aqui a graça desejada).

Com a tua imensa caridade, recebestes de Deus os mais estupendos milagres e 

tornou-se a alegria e a esperança de todos nós, que oramos a ti e rogamos ao teu

 coração tu recebestes do Divino Redentor.

Serva e virgem, demonstre de novo o seu poder e da sua caridade; e o seu nome 

será novamente exaltado e abençoado; e consiga para nós a graça suplicada, com a

 eficácia de sua intercessão junto a Jesus, e ainda a graça especial de que um dia

 estejamos juntos no Paraíso em eterna alegria e felicidade. Amém.”

Minha oração
Santa Catarina de Sena, vós que fostes instrumento de Deus para a Igreja e o povo, 

sendo admirada e um exemplo de vida dedicada a Deus, dai-nos a graça de nos 

mantermos perseverantes na fé transmitida pela Igreja e a buscar uma maior 

intimidade diária com nosso Amado, a fim de que, um dia, possamos contemplar a

 face Divina. Amém.”

Santa Catarina de Sena, rogai por nós!


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 12,44-50

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

12,44-50

Naquele tempo:

Jesus exclamou em alta voz:
"Quem crê em mim,
não é em mim que crê,
mas naquele que me enviou.

Quem me vê,
vê aquele que me enviou.

Eu vim ao mundo como luz,
para que todo aquele que crê em mim
não permaneça nas trevas.

Se alguém ouvir as minhas palavras

e não as observar,
eu não o julgo,
porque eu não vim para julgar o mundo,
mas para salvá-lo.

Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras
já tem o seu juiz:
a palavra que eu falei
o julgará no último dia.

Porque eu não falei por mim mesmo,
mas o Pai, que me enviou,
ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar.

E eu sei que o seu mandamento é vida eterna.
Portanto, o que eu digo,
eu o digo conforme o Pai me falou".

terça-feira, 28 de abril de 2026

São Luís Maria de Montfort - 28 de abril

 

São Luís Maria de Montfort 

“Eu não acho que uma pessoa possa ter uma união íntima com Nosso Senhor e uma perfeita fidelidade ao Espírito Santo, sem não tiver uma grandíssima união com a Santíssima Virgem”.

Eis o fundamento da espiritualidade de Luís Maria Grignion de Montfort. “Toda a nossa perfeição - escreveu – consiste em ser conforme, unidos e consagrados a Jesus”; imitar Maria quer dizer seguir “a criatura mais conforme a Jesus”. Luís Maria Grignion, segundo de dezoito filhos, nasceu no dia 31 de janeiro de 1673, em Montfort-sur-Meu, em uma família da Bretanha, profundamente cristã. Ali, viveu apenas poucas semanas, após ter recebido o batismo um dia depois do seu nascimento.

Apesar das dificuldades econômicas, aos 12 anos frequentou o colégio jesuíta de São Tomás Becket, em Rennes; a seguir, transferiu-se para Paris, onde entrou para o seminário de São Sulpício e estudou na Universidade Sorbonne.
Com 27 anos, em 5 de julho de 1700, dia de Pentecostes, foi ordenado sacerdote. Algumas testemunhas narram que ele permaneceu o dia inteiro em adoração como “um anjo diante do altar”.

Luís Maria Grignion era um homem de oração e ação. A sua obra evangelizadora distinguiu-se logo pela defesa da fé católica contra o racionalismo, protestantismo, galicanismo e o difuso jansenismo.
Um dos seus primeiros encargos foi o de capelão do hospital de Poitiers. Era muito amado pelos doentes e pobres, devido ao seu zelo missionário e dedicação incondicionada, o que causou inimizade entre alguns sacerdotes, pelo seu comportamento excêntrico. Por isso, teve que deixar o cargo.

Após dois meses de peregrinação a pé, em 1706, chegou a Roma; ali recebeu o título de “Missionário Apostólico” do Papa Clemente XI, do qual recebeu também de presente um crucifixo de marfim, - que sempre o levou consigo – com o convite de se dedicar à evangelização da França. Antes de voltar à sua pátria, Luís Maria Grignion, que gostava de se definir “servo de Maria”, visitou a Santa Casa de Loreto; ele era muito atraído pela vida de submissão de Jesus à Virgem na casa de Nazaré. Ele continuou a ser impedido na diocese de Poitiers. Por isso, dedicou-se à missão popular, entre os habitantes da zona rural da nativa Bretanha e da Vandea, e à edificação da Igreja, não apenas espiritual, mas também física, reconstruindo até algumas capelas.

Seguir Maria para “encontrar Jesus Cristo”: esta convicção de Luís Maria transformou-se em uma pastoral, cuja centralidade era o culto à Virgem Maria, a propagação da oração do Terço e a organização de procissões e celebrações marianas. Luís Maria Grignion nunca fugiu da cruz; pelo contrário, não obstante a sua grande estima entre os fiéis, sofreu pela perseguição, dentro e fora da Igreja. O Bispo de Nantes, por exemplo, negou-se abençoar o Calvário que o sacerdote havia construído, com a contribuição de muitas pessoas, ao término da sua missão em Pontchâteau. A sua obra foi destruída e reconstruída, várias vezes: primeiro, sob o reinado de Luís XIV e, depois, durante a Revolução Francesa.

Mas, o missionário nunca desanimou e comentava: “Se não pudermos edificar a cruz aqui, a edificaremos em nosso coração”. Nos últimos anos de vida, o santo fez pregações nas dioceses de Luçon e La Rochelle, a pedido dos respectivos bispos, abertamente contrários aos jansenistas. No dia 28 de abril de 1716, enquanto participava de uma missão, São Luís Maria Grignion de Montfort faleceu de pneumonia, com a idade de 44 anos. Todo o povo se reuniu diante do seu leito de morte para receber a sua bênção. Luís Maria Grignion foi beatificado, em 1888, pelo Papa Leão XIII e canonizado, em 1947, por Pio XII. O próprio Papa João Paulo II, que o inscreveu no Calendário geral da Igreja, em 1996, adotou para o seu Pontificado o moto “totus tuus”, extraído da sua espiritualidade.

São Luís Maria Grignion de Montfort, fundador das Filhas da Sabedoria (1703) e da Companhia de Maria (1705), é recordado pelos seus escritos marianos, como o Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, redigido em 1712. Esta obra permaneceu escondida em um cofre por 150 anos; ao ser reencontrada, em 1842, foi publicada no ano seguinte. Hoje, é traduzida em numerosas línguas, por ser o ponto de referência da espiritualidade mariana mundial.

São Luís Maria de Montfort, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 10,22-30

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

10,22-30

Celebrava-se, em Jerusalém,

a festa da Dedicação do Templo.
Era inverno.

Jesus passeava pelo Templo,
no pórtico de Salomão.

Os judeus rodeavam-no e disseram:
"Até quando nos deixarás em dúvida?
Se tu és o Messias, dize-nos abertamente".

Jesus respondeu:
"Já vo-lo disse, mas vós não acreditais.
As obras que eu faço em nome do meu Pai
dão testemunho de mim;

vós, porém, não acreditais,
porque não sois das minhas ovelhas.

As minhas ovelhas escutam a minha voz,
eu as conheço e elas me seguem.

Eu dou-lhes a vida eterna
e elas jamais se perderão. 

E ninguém vai arrancá-las de minha mão.

Meu Pai, que me deu estas ovelhas,

é maior que todos,
e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai.

Eu e o Pai somos um".
Palavra da Salvação.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

SANTA ZITA - 27 DE ABRIL


 


Santa Zita

Com muito carinho e devoção lembramos – neste dia –

 da santidade de vida de Santa Zita, padroeira das 

empregadas do lar. Nascida em Lucca (Itália), no ano

 de 1218, em uma família pobre e camponesa, 

mas que soube comunicar a ela a riqueza da vida em 

Deus.


Como simples empregada, sem estudos e cultura,

 Zita consagrou-se inteiramente ao Senhor, sem 

deixar sua vida simples. O segredo da

 espiritualidade desta santa era muito concreto, pois

consistia em se questionar se esta ou aquela atitude 

agradava ou não ao Senhor. Desta forma, 

abriu-se para a santificação de Deus.


Santa Zita, com vinte anos, foi trabalhar numa família 

nobre e lá, não deixou de participar em todas as

 manhãs da Santa Missa na comunidade. Ela ajudava

 aos pobres e visitava os doentes nos tempos de

 folga, desta forma conquistou a admiração dos 

patrões. Conquistou também muitos corações

para o Senhor e, merecidamente, o Céu.


Santa Zita, rogai por nós

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 10,11-18

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

10,11-18

Naquele tempo, disse Jesus:

"Eu sou o bom pastor.
O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.

O mercenário, que não é pastor
e não é dono das ovelhas,
vê o lobo chegar,
abandona as ovelhas e foge,
e o lobo as ataca e dispersa.

Pois ele é apenas um mercenário
e não se importa com as ovelhas.

Eu sou o bom pastor.
Conheço as minhas ovelhas,
e elas me conhecem,

assim como o Pai me conhece
e eu conheço o Pai.
Eu dou minha vida pelas ovelhas.

Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil:

também a elas devo conduzir,
escutarão a minha voz,
e haverá um só rebanho e um só pastor.

É por isso que o Pai me ama,
porque dou a minha vida,
para depois recebê-la novamente.

Ninguém tira a minha vida,
eu a dou por mim mesmo;
tenho poder de entregá-la
e tenho poder de recebê-la novamente;
esta é a ordem que recebi do meu Pai".

domingo, 26 de abril de 2026

nossa Senhora do Bom Conselho

*SANTO DO DIA*

*NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO*
A poucos quilômetros da cidade de Roma, fica Genazzano – uma cidade rica em história e abençoada com a presença de uma pintura milagrosa da Virgem Santíssima que tem uma história extraordinária. As origens de Genazzano remontam aos tempos dos imperadores romanos. Por causa da sua proximidade com Roma, a cidade foi escolhida por muitos patrícios e cortesãos imperiais como um local para suas casas de campo. Os vastos jardins que circundam essas moradias frequentemente serviram como palco de festas perversas, jogos e rituais pagãos em honra dos deuses a quem os romanos atribuíam a fertilidade de seus campos. Uma dessas celebrações era realizada todo dia 25 de abril em honra da deusa Flora ou Vênus. Para esse evento, pessoas de todas as classes – homens livres e escravos, patrícios e plebeus – se reuniam para uma grande festa. Essa prática gradualmente se dissolveu e os templos caíram em ruinas enquanto o sopro vivificador do Cristianismo regenerava os povos da Europa. No século III, foi dada uma ordem para construir um santuário dedicado à Mãe de Deus sob a terna invocação de Mãe do Bom Conselho, sobre as ruínas dos templos romanos. Com o passar dos anos, a cidade se tornou mais populosa e o santuário cresceu em fama. Durante a Idade Média, os franciscanos e os agostinianos fundaram mosteiros nas proximidades. Com o tempo, a igreja primitiva erigida em honra da Mãe do Bom Conselho começou a mostrar sinais de degradação. Além disso, como o santuário era pequeno, os fiéis construíram igrejas maiores e mais ricas para suas solenes funções. Em 1356, por volta de um século antes da aparição da pintura milagrosa que introduziria Genazzano nos anais das maravilhas da Igreja, o príncipe Pietro Giordan Colonna, cuja família adquiriu senhorio na cidade, atribuiu a Igreja mais antiga da cidade e sua paróquia aos cuidados dos Eremitas de Santo Agostinho. Os fiéis teriam, assim, a assistência pastoral necessária, e reparos poderiam ser feitos na Igreja antiga. Apesar das orações dos fiéis terem se intensificado, as dificuldades financeiras impediram a restauração urgente e necessária do antigo templo. Mas a Mãe que dá sábios conselhos em todas as circunstâncias e atentamente provê as necessidades dos homens, escolheu uma terceira-agostiniana, Petruccia de Nocera, para realizar um prodígio sobrenatural que traria a tão desejada restauração. Petruccia tinha recebido uma modesta fortuna depois da morte do seu marido em 1436. Vivendo sozinha, ela dedicou a maior parte do seu tempo às orações e aos serviços na igreja da Mãe do Bom Conselho. Entristeceu-a ver o estado deplorável das instalações sagradas e ela rezou fervorosamente para sua restauração. Finalmente, ela resolveu tomar a iniciativa. Depois de obter permissão dos frades, ela doou seus bens para iniciar a restauração na esperança de que outros a ajudariam a concluí-la uma vez que havia começado. Um plano foi traçado para a construção de uma magnífica igreja. No entanto, uma vez que a ardorosa tarefa havia começado, Petruccia, que já tinha 80 anos de idade, notou que sua generosa oferta foi escassamente suficiente para completar a primeira fase da nova construção. Para piorar a situação, ninguém veio ajudá-la. Para seu espanto, a construção mal havia subido 1 metro, quando a construção parou devido à falta de recursos. Seus amigos e vizinhos começaram a ridicularizá-la. Detratores a acusaram de imprudência. Outros severamente repreenderam-na em público. Para todos eles ela dizia: “Meus queridos filhos, não dêem tanta importância para essa aparente desgraça. Eu lhes asseguro que antes da minha morte a Santíssima Virgem e nosso santo pai Agostinho finalizarão a igreja começada por mim”. Em 25 de abril de 1467, o dia da festa do patrono da cidade, São Marcos, uma solene celebração foi iniciada com a missa. Era sábado, a multidão começou a se reunir em frente à Igreja da Mãe do Bom Conselho. A única nota discrepante na celebração foi o trabalho inacabado de Petruccia. Por volta das quatro da tarde, todos ouviram os acordes de uma bela melodia que parecia vir do céu. As pessoas olharam para as torres da igreja e viram uma nuvem branca que brilhava com milhares de raios luminosos e que, gradualmente, se aproximava da multidão estupefata ao som de uma melodia excepcionalmente bela. A nuvem desceu na Igreja da Mãe do Bom Conselho e pousou sobre a parede da capela inacabada de São Biagio, que Petruccia havia começado. De repente, os sinos da antiga torre começaram a tocar por si. Os outros sinos da torre também tocaram milagrosamente em uníssono. Os raios que emanavam da nuvenzinha se apagaram e a própria nuvem gradualmente desapareceu, revelando um belo objeto, sob o olhar encantado dos espectadores. Era uma pintura que representava Nossa Senhora ternamente segurando seu Divino Filho nos seus braços. Quase imediatamente, a Virgem Maria começou a curar os doentes e conceder consolações incontáveis, cujas memórias foram gravadas para a posteridade pelas autoridades eclesiásticas locais. As noticias da pintura e seus milagres se espalharam pela província e além, atraindo as multidões. Algumas cidades formaram procissões entusiásticas para ver a imagem que o povo chamou de Madonna do Paraíso por causa da sua celestial entrada na cidade. Numerosas esmolas foram doadas como resposta à confiança inabalável que Nossa Senhora inspirou em Petruccia. Em meio ao entusiasmo geral causado pela pintura, Nossa Senhora quis divulgar a verdadeira origem do maravilhoso afresco para seus devotos. Dois estrangeiros, cujos nomes eram Giorgio e De Sclavis, entraram na cidade no meio de um grupo de peregrinos que vinham de Roma. Eles vestiam roupas estranhas e falaram uma língua estrangeira, dizendo que eles haviam chegado em Roma no início daquele ano a partir da Albânia. Enquanto a maioria das pessoas se recusava a acreditar nos dois estrangeiros, a história deles teve um significado especial para os habitantes de Genazzano.
* JORGE CASTRIOTA, MELHOR CONHECIDO COMO SkanderberG
Em Janeiro de 1467 morreu o último grande líder albanês, Jorge Castriota, melhor conhecido como Skanderbeg. Elevado por um chefe albanês, ele se colocou à frente do seu próprio povo. Posteriormente, Skanderbeg infligiu impressionantes derrotas ao exército turco e ocupou fortalezas por toda a Albânia. Com a morte de Skanderbeg, o exército turco, finalmente livre deste Fulminante Leão da Guerra, voltou para Albânia, ocupando todas as fortalezas, cidades e províncias com exceção de Scutari, no norte do país. No entanto, a capacidade de resistir da cidade era limitada e sua captura era esperada a qualquer momento. Com sua queda, a Albânia cristã seria derrotada. Diante desta perspectiva, aqueles que queriam praticar sua fé em terras cristãs começaram um triste êxodo. Giorgio e De Sclavis também estudaram a possibilidade de fugir, mas algo os manteve em Scutari, onde havia uma pequena igreja, considerada o santuário de todo o Reino Albanês. Nessa igreja os fiéis veneravam uma imagem de Nossa Senhora que tinha misteriosamente descido dos céus duzentos anos antes. De acordo com a tradição, ela veio do leste. Tendo derramado inumeráveis graças sobre toda a população, sua igreja se tornou o principal centro de peregrinação na Albânia. O próprio Skanderbeg tinha visitado esse santuário mais de uma vez para ardentemente pedir a vitória nas batalhas. Agora o santuário estava ameaçado por uma iminente profanação e destruição. Os dois albaneses ficaram aflitos com a idéia de deixar o grande tesouro da Albânia nas mãos do inimigo para fugirem do terror turco. Na sua perplexidade, eles foram para a antiga igreja pedir à Santíssima Virgem o bom conselho que eles precisavam. Naquela noite, a Consoladora dos Aflitos os inspirou a ambos em seu sono. Ela os ordenou que se preparassem para deixar seu país, que jamais veriam novamente. Ela acrescentou que o milagroso afresco também estava deixando Scutari para outro país para escapar da profanação dos turcos. Finalmente, ela os ordenou a seguir a pintura onde ela fosse. Na manhã seguinte, os dois amigos foram ao santuário. Em certo momento eles viram a imagem se destacar da parede onde esteve pendurada por dois séculos. Deixando seu nicho, ela pairou no ar por um momento e foi, de repente, envolta numa nuvem branca na qual a imagem continuava ainda visível. A pintura peregrina deixou a igreja e os arredores de Scutari. Viajou lentamente pelo ar numa altitude considerável e avançou em direção ao mar Adriático numa velocidade que permitia os dois albaneses acompanhá-la. Depois de percorrer uns 38 quilômetros, eles chegaram à costa. Sem parar, a imagem deixou a terra e avançou sobre as águas, enquanto Giorgio e De Sclavis, mantendo a confiança, continuaram a segui-la, caminhando sobre as ondas assim como seu Divino Mestre fez no Lago de Genesaré. Quando a noite caía, a nuvem misteriosa, que os havia protegido com sua sombra do calor do sol, guiava-os à noite com luz, como a coluna de fogo no deserto guiou os Judeus em seu êxodo do Egito. Eles viajaram dia e noite até chegarem à costa italiana. Lá, continuaram a seguir a imagem milagrosa, escalando montanhas, vadeando rios e passando através de vales. Finalmente, chegaram à vasta planície de Lazio, de onde podiam ver as torres e cúpulas de Roma. Ao chegar às portas da cidade, a nuvem desapareceu de repente diante de seus olhos decepcionados. Giorgio e De Sclavis começaram a procurar na cidade, indo de igreja em igreja, perguntando se a pintura havia descido lá. Todas suas tentativas para encontrar a pintura falharam e os romanos receberam os dois estrangeiros e seu estranho conto com incredulidade. Pouco tempo depois, notícias surpreendentes chegaram a Roma: uma imagem de Nossa Senhora apareceu nos céus de Genazzano ao som de uma bela música e tinha vindo para ficar na parede de uma igreja que estava sendo reconstruída. Os dois albaneses correram para encontrar o tesouro amado de seu país milagrosamente suspenso no ar próximo à parede da capela onde permanece até hoje. Embora alguns habitantes acharam a história dos estrangeiros difícil de acreditar, investigações cuidadosas mais tarde provaram que os dois estavam contando a verdade e que a imagem era mesmo a mesma que agraciava o santuário em Scutari. Assim Maria Santíssima, com a humilde participação de uma piedosa terceira-agostiniana de um lado do Adriático e dois fiéis albaneses do outro, transportou seu misterioso afresco da infeliz e desventurada Albânia para uma pequena cidade muito perto do coração da Cristandade. Começando sua histórica jornada do pequeno santuário albanês, que ela havia escolhido não por acaso, ela viajou sobre o mar para derramar sobre o mundo uma nova torrente de graças sob a invocação de Mãe do Bom Conselho.
*NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO - ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP.