domingo, 22 de março de 2026

Santa Léia

*SANTO DO DIA*

*SANTA LÉIA (LIA), VIÚVA ROMANA*
Pouco se conhece sobre a vida de Léia, uma rica romana que quando ficou viúva, ainda jovem, recusou um novo casamento, como era o costume da época, para se juntar a Marcela, abadessa de uma comunidade, criada em sua própria residência em Aventino, Roma. O local, depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo, que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte, e que viveu também nesse período (384), na cidade eterna. Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestigio e privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência. A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos. Por isso, Léia foi eleita Madre superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranquilidade e a mesma humildade. Esses poucos dados sobre Léia estão contidos numa carta escrita pelo bispo Jerônimo, quando soube da sua morte, em 384. Curiosamente, ela morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o cônsul, rejeitado por ela. Na ocasião dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado, na residência romana. Na carta, que ele enviou a essas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto, Léia, antes vestida de rude roupa de saco, agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade. Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Léia, no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela de abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver, na entrega total ao Senhor ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.
*SANTA LÉIA, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*FONTE:* VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP.

Evangelho de hoje

*22/03/2026 - DOMINGO - 5º. DOMINGO DO TEMPO DA QUARESMA*

*1ª. Leitura:* (Ez 37,12-14)
*Salmo responsorial:* 129(130)
*2ª. Leitura:* (Rm 8,8-11)
*EVANGELHO DO DIA*
*(Jo 11,1-45)*

*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João*
*Naquele tempo,  1 havia um doente, Lázaro, que era de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, sua irmã.  2  Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara os pés dele com seus cabelos. O irmão dela, Lázaro, é que estava doente.  3  As irmãs mandaram então dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”.  4 Ouvindo isso, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”.  5  Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro.  6  Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava.  7 Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”.  8  Os discípulos disseram-lhe: “Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-te, e agora vais outra vez para lá?”  9  Jesus respondeu: “O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo.  10  Mas, se alguém caminha de noite, tropeça, porque lhe falta a luz”.  11  Depois acrescentou: “O nosso amigo Lázaro dorme. Mas eu vou acordá-lo”.  12  Os discípulos disseram: “Senhor, se ele dorme, vai ficar bom”.  13 Jesus falava da morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que falasse do sono mesmo.  14  Então Jesus disse abertamente: “Lázaro está morto.  15  Mas, por causa de vós, alegro-me por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos para junto dele”.  16  Então Tomé, cujo nome significa Gêmeo, disse aos companheiros: “Vamos nós também para morrermos com ele”.  17  Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias.  18 Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19  Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão.  20  Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa.  21  Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido.  22  Mas, mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”.  23 Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”.  24 Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25  Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá.  26  E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isto?”  27  Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.  28  Depois de ter dito isso, ela foi chamar a sua irmã, Maria, dizendo baixinho: “O Mestre está aí e te chama”. 29  Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus.  30 Jesus estava ainda fora do povoado, no mesmo lugar onde Marta se tinha encontrado com ele.  31  Os judeus que estavam em casa consolando-a, quando a viram levantar-se depressa e sair, foram atrás dela, pensando que fosse ao túmulo para ali chorar. 32  Indo para o lugar onde estava Jesus, quando o viu, caiu de joelhos diante dele e disse-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido”.  33  Quando Jesus a viu chorar, e também os que estavam com ela, estremeceu interiormente, ficou profundamente comovido  34  e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”.  35  E Jesus chorou. 36  Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!”  37  Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38  De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra.  39  Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”.  40  Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?”  41  Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste.  42  Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”.  43  Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!”  44  O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!”  45  Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

sábado, 21 de março de 2026

Santo do dia 21 de março: São Nicolau de Flue

 

Santo do dia 21 de março: São Nicolau de Flue

São Nicolau, depois de um matrimônio feliz e fecundo, dedicou-se muitos anos a uma vida de silêncio e profunda contemplação

São Nicolau de Flue nasceu na Suíça em 1417 e passou sua juventude ajudando o pai em trabalhos práticos e sempre inclinado a vida religiosa. A pedido do pai, casou-se com Dorotéia que muito o levou para Deus, tanto que juntos educaram os dez filhos para a busca da santidade.

Aconteceu que, aos cinquenta anos e em comum acordo com a esposa e filhos, Nicolau retirou-se na solidão, perto de sua casa, porém com o propósito de se dedicar exclusivamente a Deus, deixando de lado os diversos cargos públicos e administrativo que ocupava na sociedade.

São Nicolau entregou-se totalmente a vida de oração, penitência e jejuns, sem deixar de participar nas missas de domingo e dias santos, além de ter assumido como cama uma tábua, por travesseiro uma pedra e frutas e ervas como alimento até chegar a se alimentar somente da Eucaristia.

Nicolau morreu com setenta anos, e mesmo no eremitério em nada se alienou ao mundo, o qual serviu como conselheiro e interferiu pacificamente nas dificuldades entre Católicos e protestantes ao ponto de ser amado e tomado como modelo de pacificador e pai da pátria. Em 1487, no dia em que completava 70 anos, Nicolau morreu. É o santo mais popular e conhecido da Suíça.

Reflexão

Os caminhos de Deus são mesmo desconhecidos. Nossos projetos de vida sofrem mudanças repentinas e nos colocam em situações totalmente novas. Assim foi com São Nicolau, que depois de um matrimônio feliz e fecundo, dedicou-se muitos anos numa vida de silêncio e profunda contemplação. Diante das situações que surgem e não foram planejadas, deixemos que o Espírito Santo nos conduza e retire de nós o medo dos caminhos inesperados.

Oração

Rezamos hoje com as palavras de São Nicolau: “Ó meu Deus e meu Senhor, afaste de mim tudo o que me afasta de você. Ó meu Senhor e meu Deus, dê-me tudo o que me aproxima de você. Ó meu Senhor e meu Deus, livre-me do meu egoísmo e conceda-me possuir somente a Vós. Amém”.

A12 / Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 7,40-53

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

7,40-53

Naquele tempo,

ao ouvirem as palavras de Jesus,
algumas pessoas da multidão diziam:
"Este é, verdadeiramente, o Profeta".

Outros diziam: "Ele é o Messias".
Mas alguns objetavam:
"Porventura o Messias virá da Galileia?

Não diz a Escritura que o Messias
será da descendência de Davi
e virá de Belém, povoado de onde era Davi?"

Assim, houve divisão no meio do povo
por causa de Jesus.

Alguns queriam prendê-lo,
mas ninguém pôs as mãos nele.

Então, os guardas do Templo
voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus,
e estes lhes perguntaram:
"Por que não o trouxestes?"

Os guardas responderam:
"Ninguém jamais falou como este homem".

Então os fariseus disseram-lhes:
"Também vós vos deixastes enganar?

Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus 

acreditou nele?

Mas esta gente que não conhece a Lei,

é maldita!"

Nicodemos, porém, um dos fariseus,
aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente,
disse:

"Será que a nossa Lei julga alguém,
antes de o ouvir e saber o que ele fez?"

Eles responderam:
"Também tu és galileu, porventura?
Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta".

E cada um voltou para sua casa.

sexta-feira, 20 de março de 2026

COLETA DA SOLIDARIEDADE! - Pe. Gilberto Kasper Teólogo

 

 COLETA DA SOLIDARIEDADE!

 

 

 

A Abertura da Semana Santa acontecerá no próximo domingo, dia 29 de março, quando em nossas Comunidades teremos a Celebração Eucarística com a tradicional Bênção e Procissão dos Ramos. É o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor!

Com o Domingo de Ramos, descortina-se a Semana Santa em que a Igreja celebra os mistérios da salvação levados a cumprimento por Cristo nos últimos dias da sua vida, a começar pela entrada messiânica em Jerusalém.

Os ramos abençoados lembram que estamos unidos a Cristo na mesma doação pela salvação do mundo, na labuta árdua contra tudo o que destrói a natureza e a vida na sua integralidade. Neste ano somos convidados a seguir as orientações da Campanha da Fraternidade, refletindo a situação caótica da Moradia em nosso país e no mundo inteiro, dialogando sem radicalismos e polarizações: Fraternidade e Moradia, “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Cuidemos de nossos irmãos sem moradia, sem um endereço, sem terem como voltar para casa, porque não têm lar para irem, a não ser num barraco, diante das portas de algumas lojas, em bancos de praças, e assim estaremos cuidando uns dos outros, devolvendo a quem a perdeu, a dignidade humana!

Se durante a Quaresma fizemos o propósito de “não falar mal de ninguém”, o Domingo de Ramos que abre a grande Semana Santa nos convida ao balanço: conseguimos não falar mal de ninguém ao longo deste grande deserto em preparação à festa da Páscoa? Os pregos de hoje, que crucificam Jesus na pessoa do próximo é, frequentemente a língua ferina, que mente, calunia, difama, destrói a oportunidade de o outro crescer. Muitas vezes por pura inveja. Quantas vezes não suportamos que o outro seja melhor!

Será também o domingo da prestação de contas de todos os nossos exercícios quaresmais de oração com melhor qualidade, de jejum consciente, pensando naqueles que não têm o que comer todos os dias e, finalmente a profunda, sincera e generosa caridade! Sejamos honestos e devolvamos, no espírito da Coleta da Solidariedade os frutos saborosos colhidos em benefício dos que tem menos do que nós. A entrega de nossa partilha deverá ser o que na verdade deixamos de consumir na Quaresma, neste tempo tão rico de conversão, perdão, misericórdia e reconciliação. Ninguém terá o direito de reter qualquer centavo desta, que é a Coleta da Solidariedade, proposta pela Campanha da Fraternidade deste ano. Não deixemos que nada desvie a coleta de sua verdadeira finalidade! Isso seria feio e grave pecado contra a justiça! E para os que duvidam do destino justo da Coleta, testemunho que há muitos anos, por Decreto de nossos amados Arcebispos, um dos beneficiários do resultado da Coleta da Solidariedade é o FAC – Fraterno Auxílio Cristão, que a cada coleta recebe 10% do valor que fica na Arquidiocese, para os projetos sociais alusivos ao tema da Campanha da Fraternidade. Por isso, somos profundamente agradecidos ao nosso Arcebispo Metropolitano Dom Moacir Silva e ao Pe. André Luís Massaro e toda sua Equipe de Campanhas, por tamanha generosidade.

            Aguardamos orientações de nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto e da Equipe que coordena a Campanha da Fraternidade, como a partilha de nossa pobreza, através da Coleta da Solidariedade será revertida aos projetos, especialmente aos que enfrentam a falta de moradia digna!

            Pe. Gilberto Kasper

                    Teólogo

 

 

 

Santa Maria Josefa, padroeira dos doentes e dos cuidadores - 20 de março

 

Santa Maria Josefa, padroeira dos doentes e dos cuidadores

Origens
Maria Josefa do Coração de Jesus foi a primogênita de Barnabé Sancho, serralheiro, 

e de Petra de Guerra, doméstica. Nasceu na Espanha, dia 7 de setembro de 1842

, e foi batizada no dia seguinte. Ficou órfã de pai muito cedo; e foi sua mãe quem

 a preparou para a primeira comunhão, recebida aos dez anos. Completou a sua 

formação e educação em Madri, na casa de alguns parentes e, desde muito cedo, 

começou a demonstrar uma grande devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora. 

Também teve uma forte sensibilidade em relação aos pobres, aos doentes e uma 

inclinação para a vida interior. 

A descoberta vocacional
Aos dezoito anos, Maria Josefa voltou a sua cidade natal, Vitória, e logo manifestou

 a sua mãe o desejo de entrar para um mosteiro. Sentia-se atraída pela vida de

 clausura. Mais tarde, costumava dizer: “Nasci com a vocação religiosa”. Logo

 decidiu entrar no Instituto Servas de Maria, recentemente fundado em Madri, por

 madre Soledade Torres Acosta. 

Nova fundação – inspiração de Deus
Ao aproximar-se de seus votos, foi assaltada por graves dúvidas e incertezas sobre

seu chamado para aquele Instituto. Admitiu essa disposição a vários confessores, 

chegando até a dizer que tinha se enganado quanto à própria vocação. Mas os

 constantes contatos com o arcebispo de Saragoça, futuro santo, Antônio Maria 

Claret, e as conversas serenas com madre Soledade Torres Acosta, amadureceram

 nela a possibilidade de fundar uma nova família religiosa, que se dedicasse aos

 doentes em casa ou hospitais. Assim, aos vinte e nove anos, ela fundou o Instituto

 das Servas de Jesus, na cidade de Bilbao, em 1871.

Padroeira dos doentes e dos cuidadores e intercessora do

 Instituto Servas de Jesus da Caridade

Doença e sofrimento
Por 41 anos, foi a superiora do Instituto. Acometida por uma longa e grave 

enfermidade, que a mantinha no leito ou numa poltrona, sofreu muito antes de

 morrer, contudo sem deixar sua atividade de lado. Por meio de uma intensa e 

expressa correspondência, solidificou as bases dessa nova família mesmo doente. 

Frutos em vida
No momento da sua morte, em 20 de março de 1912, havia milhares de religiosas

 espalhadas por quarenta e três casas.

Páscoa
A sua morte foi muito sentida em toda a região; e o seu funeral teve uma grande

 manifestação de pesar. Os seus restos mortais foram trasladados para a Casa-Mãe,

 em Bilbao, onde ainda se encontram. A causa da canonização de madre Maria 

Josefa começou em 1951; foi solenemente beatificada pelo Papa João Paulo II, em

 1992, e, depois, canonizada, em 1 de outubro de 2000, pelo mesmo pontífice em 

Roma.

O Carisma e a Devoção

O carisma
Os pontos centrais da espiritualidade de madre Maria Josefa podem definir-se como:

 um grande amor à Eucaristia e ao Sagrado Coração de Jesus; uma profunda

 adoração do mistério da Redenção e uma íntima participação nas dores de Cristo 

e na Sua Cruz; e a completa dedicação ao serviço aos doentes, num contexto de

 espírito contemplativo. Afirma o diretório da congregação religiosa das servas de

 Jesus da caridade, “Desta maneira, as funções materiais do nosso Instituto, 

destinadas a salvaguardar a saúde corporal do nosso próximo, elevam-se a uma

 grande altura e fazem a nossa vida ativa mais perfeita que a contemplativa, como 

ensinou o Doutor angélico, São Tomás de Aquino, que falou dos trabalhos dirigidos

 à saúde da alma, que vêm da contemplação”.

Servas de Jesus
O serviço aos doentes tornou-se, assim, a oblação generosa das Servas de Jesus,

 seguindo o exemplo da sua Fundadora. Hoje, espalhadas pela Europa, América

 Latina e Ásia, as Servas procuram dar pão aos famintos, acolher os doentes e 

outros necessitados, criar centros para pessoas idosas, desenvolvendo sempre a

 pastoral da saúde e outras obras de caridade. 

Oração
Deus onipotente, que concedestes grande santidade à vossa serva santa Maria

 Josefa, concedei-nos a graça que humildemente vos pedimos, sobretudo a força

 para perseverar no amor de vosso Filho. Que vive e reina para sempre. Amém.

Minha oração
“A nossa santa rogamos a graça da saúde aos enfermos, mas também pedimos uma

 santa morte. Aos cuidadores, que seja concedido a força e o ânimo, o amor 

necessário para o ofício. E a nós pedimos a saúde do corpo e da alma.”

Santa Maria Josefa do Coração de Jesus, rogai por nós!