quinta-feira, 26 de março de 2026

AS CELEBRAÇÕES DO TRÍDUO PASCAL! - Padre GILBERTO KASPER

 

AS CELEBRAÇÕES DO TRÍDUO PASCAL!

 

Os três dias, que vão da tarde da quinta feira à tarde do domingo (Calendário Romano 19) constituem o tríduo “da morte, da sepultura e da ressurreição” do Senhor. Na origem, a sexta e o sábado foram caracterizados pelo jejum, o domingo pela alegria, sem que houvesse qualquer celebração a não ser a vigília. Desse ponto de vista, não se pode dizer que o tríduo seja uma extensão da vigília. Ele constitui uma realidade essencial e pressuposta para que a noite pascal se revista plenamente de seu sentido: com efeito, ela é a passagem do jejum à festa, como foi, para o Cristo, a passagem da morte à vida.

A celebração da quinta-feira santa encontra seu ápice na Instituição da Eucaristia. É, também, o dia da instituição do sacerdócio. “Fazei isto em memória de mim”!

A celebração não eucarística da sexta feira santa (Palavra, Oração Universal, Veneração da Cruz e Comunhão) tem por fim introduzir mais profundamente no mistério pascal e preparar a comunidade para a Vigília Pascal.

            No centro, acha-se a Vigília Pascal, que celebra toda a história da salvação, culminando na morte e ressurreição do Cristo. Ela comporta uma Celebração com o Rito da Bênção do Fogo Novo, a Preparação do Círio Pascal, a Proclamação da Páscoa, a Liturgia da Palavra e Batismal (com a renovação das Promessas Batismais) e a Liturgia Eucarística. É “a mãe de todas as Vigílias e Celebrações”!

            Na quinta feira santa, às 9 horas, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, concelebraremos a Missa da Unidade com a Bênção dos Santos Óleos, presidida por nosso Arcebispo Metropolitano, Dom Moacir Silva. É também nesta ocasião que os Presbíteros renovam diante do Arcebispo e do Povo de Deus reunido, suas promessas sacerdotais.

 As Celebrações do Tríduo Pascal serão celebradas na Igreja Matriz da Paróquia Santa Tereza de Ávila no Jardim Recreio de Ribeirão Preto. Na Igreja Santo Antoninho, Pão dos Pobres, celebraremos apenas as Missas Dominicais às 9 horas. Enquanto nosso Templo continua em fase de restauro, fica difícil celebrarmos durante os dias da semana, mas a Missa Dominical nunca deixou de ser celebrada. A Santo Antoninho nunca fechou. As obras de restauro estão sendo realizadas na medida em que os Amigos de nossa amada Santo Antoninho, coordenados pelo Engenheiro José Roberto Hortêncio Romero, auxiliado pelo Ítalo Júnior e seus Colaboradores diretos, já autorizadas pelo atual Conselho do CONPPAC, a quem somos agradecidos, especialmente através de seu Presidente, Dr. Lucas Gabriel Pereira e inúmeros Benfeitores!

Iniciando na quinta-feira santa às 19 horas, celebraremos as Instituições dos Sacramentos da Eucaristia, da Ordem e da Humildade (o Lava-Pés) e a Vigília Eucarística após à Missa. A celebração da Paixão e Morte do Senhor será na sexta feira santa (Dia de Jejum e Abstinência, bem como Coleta para os Lugares Santos) na parte da tarde às 15 horas. A Vigília Pascal no sábado santo será à noite às 18 horas. No domingo da Ressurreição do Senhor, celebraremos a Missa Solene às 9 horas na Igreja Santo Antoninho, Pão dos Pobres nos Campos Elíseos e às 18 horas na Igreja Matriz da Paróquia Santa Tereza de Ávila no Jardim Recreio. Sejamos próximos uns dos outros na oração, abraçando-nos espiritualmente. Celebremos o Tríduo Pascal com novas esperanças, perspectivas e sentido de vida cristã! Aproveitemos essa pós-graduação do abraço fraternal! Abençoada, Feliz e Santa Páscoa!

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo

           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São Ludgero, Bispo Santo do Dia – 26 de Março

 

São Ludgero, Bispo

Santo do Dia – 26 de Março

São Ludgero,

Bispo · † 809

O Bispo

Foi o primeiro Bispo de Münster. Nasceu no ano 742 em Zuilen, Friesland, atual Holanda, e foi um dos grandes evangelizadores do seu tempo. Era descendente de família nobre, irmão dos Santos Gerburgis e Hildegrin, e dedicado aos estudos religiosos desde pequeno. Ouviu São Bonifácio pregar em 753 e decidiu entrar para a vida religiosa. Ordenou-se sacerdote em 777, em Colônia, na Alemanha.

 

Trabalhou nas regiões pagãs da Holanda, Suécia, Dinamarca

Seu trabalho de apóstolo teve início em sua terra natal, pois começou a trabalhar justamente nas regiões pagãs da Holanda, Suécia, Dinamarca, ponto alto da missão de São Bonifácio, que teve como discípulos São Gregório e Alcuíno de York, dos quais foi seguidor também Ludgero.

Serviu a Carlos MagnoMais tarde, foi chamado pelo imperador Carlos Magno para evangelizar as terras que dominava. Entretanto, o imperador empregava métodos de conversão não condizentes com os princípios do cristianismo: obrigava os soldados vencidos a se converterem pela força, sob pena de morte se não se batizassem.Como consequência dessa atitude autoritária, estourou a revolta de Widukindo e Ludgero teve que fugir, seguindo para Roma. Depois foi para Montecassino, onde aprimorou seus estudos sobre o catolicismo e vestiu o hábito de monge, sem contudo emitir os votos.Pregou o Evangelho na Saxônia

A revolta de Widukindo foi dominada em 784, e o próprio Carlos Magno foi a Montecassino pedir que Ludgero retornasse ao seu trabalho evangelizador, que então produziu muitos frutos. Pregou o evangelho na Saxônia e em Vestfália.

Carlos Magno ofereceu-lhe o bispado de Treves, mas ele recusou. Ludgero emitiu os votos, tomou o hábito definitivo de monge e fundou um mosteiro, ao redor do qual cresceu a cidade de Münster — cujo significado, literalmente, é mosteiro — da qual foi eleito o primeiro Bispo.

Fundou várias igrejas e escolas, criou novas paróquias e as entregou aos sacerdotes que ele mesmo formara. Ainda encontrou tempo para retomar a evangelização na Frísia, realizando o sonho de contribuir para a conversão de sua pátria, e fundou outro mosteiro beneditino em Werden, antes de morrer, no dia 26 de março de 809.

São Ludgero, rogai por nós!

Ludgero — Nome de origem teutônica, que significa “guerreiro”.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 8,51-59

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

8,51-59

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus:

"Em verdade, em verdade, eu vos digo:
se alguém guardar a minha palavra,
jamais verá a morte".

Disseram então os judeus:
"Agora sabemos que tens um demônio.
Abraão morreu e os profetas também,
e tu dizes:
'Se alguém guardar a minha palavra
jamais verá a morte'.

Acaso és maior do que nosso pai Abraão,
que morreu, como também os profetas?
Quem pretendes tu ser?".

Jesus respondeu:
"Se me glorifico a mim mesmo,
minha glória não vale nada.
Quem me glorifica é o meu Pai,
aquele que vós dizeis ser o vosso Deus.

No entanto, não o conheceis.
Mas eu o conheço
e, se dissesse que não o conheço,
seria um mentiroso, como vós!
Mas eu o conheço e guardo a sua palavra.

Vosso pai Abraão exultou,

por ver o meu dia;
ele o viu, e alegrou-se".

Os judeus disseram-lhe então:
"Nem sequer cinquenta anos tens ,
e viste Abraão!?"

Jesus respondeu:
"Em verdade, em verdade vos digo,
antes que Abraão existisse,
eu sou".

Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus,
mas ele escondeu-se e saiu do Templo.

quarta-feira, 25 de março de 2026

25.Mar - Anunciação do Senhor

 25.Mar - Anunciação do Senhor


Anunciação do Senhor

Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.


Hoje é o dia em que a eternidade entra no tempo ou, 

como afirmou o Papa São Leão Magno: “A humildade 

foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; 

a mortalidade, pela eternidade.”


Com alegria contemplamos o mistério do Deus

Todo-Poderoso, que na origem do mundo cria todas 

as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe

 depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem

 Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho

 Redentor:


“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e 

disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.’ Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe

 porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe

 o anjo:’ O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo

 a tu palavra’” (cf. Lc 1,26-38).


Sendo assim, hoje é o dia de proclamarmos: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14a). E fazermos

 memória do início oficial da Redenção de TODOS, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que 

o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: “Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no

 rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10,7). Mas não suprimiu o necessário SIM humano da

 Virgem Santíssima.


Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem 

conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco” (Is 7,14). Por isso rezemos com toda a Igreja:


“Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade

 do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, 

na unidade do Espírito Santo”.

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 

1,26-38

Naquele tempo,

o anjo Gabriel foi enviado por Deus

a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,

a uma virgem, prometida em casamento

a um homem chamado José.
Ele era descendente de Davi
e o nome da virgem era Maria.

O anjo entrou onde ela estava e disse:
"Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!"

Maria ficou perturbada com estas palavras 

e começou a pensar 

qual seria o significado da saudação.

O anjo, então, disse-lhe:
"Não tenhas medo, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.

Eis que conceberás e darás à luz um filho,
a quem porás o nome de Jesus.

Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo,
e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.

Ele reinará para sempre 

sobre os descendentes de Jacó,
e o seu reino não terá fim".

Maria perguntou ao anjo:
"Como acontecerá isso,
se eu não conheço homem algum?"

O anjo respondeu:
"O Espírito virá sobre ti,
e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra.
Por isso, o menino que vai nascer
será chamado Santo, Filho de Deus.

Também Isabel, tua parenta,
concebeu um filho na velhice.
Este já é o sexto mês daquela
que era considerada estéril,

porque para Deus nada é impossível".

Maria, então, disse:
"Eis aqui a serva do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra!"
E o anjo retirou-se.

terça-feira, 24 de março de 2026

Santa Catarina da Suécia, patrona das virgens e intercessora contra o aborto - 24 de março

 

Santa Catarina da Suécia, patrona das virgens e intercessora contra o aborto

Santa catarina da suecia patrona das virgens e intercessora contra o aborto

Origens
A abadessa Santa Catarina nasceu em 1331, na Suécia, em uma família católica. 

Foi educada segundo os preceitos da Igreja e instruída ao amor cristão pelo próximo. 

Filha de santa
Sua vida foi muito influenciada por sua mãe, Santa Brígida, a mística padroeira da 

Suécia. Viveu a castidade e é considerada a Santa padroeira das virgens. Sua

 imagem é representada com um cervo ao seu lado, a qual, segundo a tradição, 

vinham ajudá-la quando jovens sem castidade tentavam importuná-la.

De família
Em torno dos seus 7 anos de idade, sua mãe foi convocada pela Corte sueca como

 governanta de Bianca de Namur, jovem noiva do rei Magnus Eriksson. Ela e sua

 irmã foram então confiadas ao mosteiro cisterciense de Riseberg, onde continuou

 recebendo a educação católica. Assim, cresceu nela o desejo de consagração total

 da sua vida a Deus. Seu pai, porém, desejava que ela se casasse, e decidiu casá-la

 com um nobre de descendência Alemã, Edgar von Kürnen. 

Santa Catarina da Suécia: Casou-se por obediência

Matrimônio
Mesmo sendo contrária ao matrimônio, obedeceu seu pai e se casou, mas fez voto

 de castidade de comum acordo com seu marido. Levou uma vida de muita oração, 

jejum e penitência. Foi uma mulher simples, que dedicou muitas horas à meditação

 da paixão e morte de Cristo, à oração dos salmos penitenciais e ao Ofício da

 Virgem Maria.

Após a morte do pai
Em 1349, seu pai faleceu. Ela chegou a um acordo com seu marido e partiu junto

 a Santa Brígida (sua mãe) em uma peregrinação para venerar as tumbas de 

São Pedro e São Paulo em Roma. Ela tinha sua mãe como modelo, amava-a e 

admirava profundamente. Permaneceu com ela em Roma no ano santo e, durante 

esse período, tornou-se viúva, o que a permitiu ficar ainda mais tempo com sua 

mãe na Itália. Nesse período, sua mãe fundou um mosteiro na cidade de Vadstena,

 no qual Catarina se dedicou intensamente.

Reta intenção
Permaneceu na Itália a convite da sua mãe, porém sentia falta da Suécia. Sofria de

solidão, pois Brígida a proibiu de sair de casa sozinha, porque a Urbe não era 

segura para uma jovem bela sueca, que atraía olhares de muitos vilões. Catarina 

recusou diversas propostas de casamento e escapou de muitos pretendentes.

 O cervo, que sempre é representado ao seu lado, a teria salvo, ao distrair um 

pretendente, que havia sido rejeitado, que queria raptá-la. Para manter distância 

dos homens, Catarina começou até a usar roupas simples ou gastas. Ficou 

atormentada pela inquietação de não saber qual estilo de vida deveria adotar. 

Para entender qual era a vontade de Deus, dirigiu-se à Virgem, que, em sonhos,

 a convidou a obedecer a sua mãe. Então, ela a seguiu em todas as suas iniciativas,

 dedicando-se total e amorosamente às suas causas.

Canonização da mãe – Santa Brígida

Vida pobre
Morou com sua mãe em uma casa, perto do Campo de Fiori, por cerca de vinte

 anos, vivendo em extrema pobreza. Dedicou-se à catequese entre as nobres

 famílias romanas e às obras de caridade, com uma vida composta de atividades 

pastorais. Em 23 de julho de 1373, Brígida faleceu, e seu desejo era que seus

 restos mortais fossem sepultados no mosteiro de Vadstena.

O Pedido
Ao ser eleita abadessa, regressou a Roma para pedir a canonização da sua mãe.

 E buscava obter a aprovação da regra da Ordem, que havia fundado. Nos cinco

 anos seguintes, Catarina coletou depoimentos sobre a vida da sua mãe e os

apresentou primeiro a Gregório XI e depois a Urbano VI. Este último aprovou a 

regra da Ordem Brigidina, com uma Bula datada de 3 de dezembro de 1378, mas 

omitiu a Causa de Canonização de Brígida.

Santidade da mãe
No processo de canonização da sua mãe, declarou como testemunha: “Lembro

 quando minha mãe me levava, junto com as minhas irmãs, para visitar os hospitais,

 que havia mandado construir; com as suas próprias mãos, enfaixava, sem

 repugnância, as feridas dos enfermos”. De fato, o desejo de Brígida era que 

seus filhos aprendessem a servir ao Senhor nos pobres e doentes. Ela cresceu 

neste clima profundamente evangélico.

O Final da Vida e o Encontro com Santa Catarina de Sena

Páscoa
Voltou para sua terra natal e a Diocese lhe entregou formalmente a direção da

 nova ordem religiosa. Viveu exemplarmente no convento por esse tempo. Ao 

longo desse período teve um encontro místico com Santa Catarina de Sena, a 

santa que viveu o mesmo ideal que ela. Pouco tempo depois, ficou doente e f

aleceu em 24 de março de 1381. Em 1484, Inocêncio VIII deu permissão para 

sua veneração como santa. Sua memória é celebrada em 24 de março.

Minha oração
“Dignai-vos meu Deus, permitir que eu tenha em Santa Catarina da Suécia uma

 poderosa e eficaz advogada, diante de Vosso poder, a fim de que seja afastado

 de mim o mal que me ameaça. Que ela me conduza, pela sua proteção, sã e salva,

 através de todos os perigos, a fim de mostrar-me a glória do Vosso nome e para 

que eu possa Louvar-Vos meu Deus, eternamente. Peço-Vos por nosso Senhor 

Jesus Cristo.”

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!