Moto Clube Católico
Cavaleiros de Santa Ângela
Primeiro grupo de motociclistas católicos do Brasil fundado em maio de 2016. REGISTRADO NO TOMBO DA PARÓQUIA DE SANTA ÂNGELA DE RIBEIRÃO PRETO
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
São Roberto Belarmino - 17 de setembro
São Roberto Belarmino
Roberto Francisco Rômulo Belarmino veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, Itália. Era filho de pais humildes e católicos de muita fé. Tiveram doze filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa, tal foi a influência do ambiente cristão que proporcionaram a eles com os seus exemplos. O menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes durante toda a vida.
Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica vertiginosa. Em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano depois, passou a lecionar retórica no Piemonte. Em 1566, foi para o Colégio de Pádua, onde também estudou teologia e, em 1567, mudou para a escola de Louvain, sendo, então, já muito conhecido em todo o país como excelente pregador.
Em 1571, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal e entrou para a Companhia de Jesus. Unindo a sabedoria das ciências terrenas, o conhecimento espiritual e a fé, escreveu os três volumes de uma das obras teológicas mais consultadas de todos os tempos: "As controvérsias cristãs sobre a fé", um tratado sobre todas as heresias.
Mais tarde, em 1592, Belarmino foi nomeado diretor do Colégio Romano, que contava com duzentos e dois professores e dois mil estudantes, entre os quais duzentos jesuítas. Lá, realizou um trabalho de tamanha importância que, algum tempo depois, foi nomeado para o cargo de superior provincial napolitano, função em que ficou apenas por dois anos, pois o papa Clemente VIII reclamava sua presença em Roma, para auxiliá-lo como consultor no seu pontificado. Nesse período, produziu outra obra famosa: "Catecismo", que teve dezenas de edições e foi traduzido para mais de cinqüenta idiomas.
Com a morte do papa Clemente VIII, o seu sucessor, papa Leão XI, governou a Igreja apenas por vinte e sete dias, vindo a falecer também. Foi assim que o nome de Roberto Belarmino recebeu muitos votos nos dois conclaves para a eleição do novo sumo pontífice. Mas, no segundo, surgiu o novo papa, Paulo V, que imediatamente o chamou para trabalharem juntos no Vaticano. Esse trabalho ocupou Belarmino durante os vinte e dois anos seguintes.
Morreu aos setenta e nove anos de idade, em 17 de setembro de 1621, apresentando graves problemas físicos e de surdez, conseqüência dos males que o acompanharam por toda a vida. Com fama de santidade ainda em vida, suas virtudes foram reconhecidas pela Igreja, sendo depois beatificado, em 1923. A canonização de são Roberto Belarmino foi proclamada em 1930. No ano seguinte, recebeu o honroso título de doutor da Igreja. A sua festa litúrgica foi incluída no calendário da Igreja na data de sua morte, a ser celebrada em todo o mundo cristão.
São Roberto Belarmino, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 7,36-50
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
7,36-50
Naquele tempo,
um fariseu convidou Jesus
para uma refeição em sua casa.
Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa.
Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora,
soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu.
Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume,
e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus;
com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés,
enxugava-os com os cabelos,
cobria-os de beijos e os ungia com o perfume.
Vendo isso, o fariseu que o havia convidado
ficou pensando:
"Se este homem fosse um profeta,
saberia que tipo de mulher está tocando nele,
pois é uma pecadora".
Jesus disse então ao fariseu:
"Simão, tenho uma coisa para te dizer".
Simão respondeu:
"Fala, mestre!"
"Certo credor tinha dois devedores;
um lhe devia quinhentas moedas de prata,
o outro cinquenta.
Como não tivessem com que pagar,
o homem perdoou os dois.
Qual deles o amará mais?"
Simão respondeu:
"Acho que é aquele ao qual perdoou mais".
Jesus lhe disse:
"Tu julgaste corretamente".
Então Jesus virou-se para a mulher
e disse a Simão:
"Estás vendo esta mulher?
Quando entrei em tua casa,
tu não me ofereceste água para lavar os pés;
ela, porém, banhou meus pés com lágrimas
e enxugou-os com os cabelos.
Tu não me deste o beijo de saudação;
ela, porém, desde que entrei,
não parou de beijar meus pés.
Tu não derramaste óleo na minha cabeça;
ela, porém, ungiu meus pés com perfume.
Por esta razão, eu te declaro:
os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados
porque ela mostrou muito amor.
Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor".
E Jesus disse à mulher:
"Teus pecados estão perdoados".
Então, os convidados começaram a pensar:
"Quem é este que até perdoa pecados?"
Mas Jesus disse à mulher:
"Tua fé te salvou. Vai em paz!"
TEREMOS UMA ELEIÇÃO CONSCIENTE OU POLARIZADA? - Pe. Gilberto Kasper Teólogo
TEREMOS UMA ELEIÇÃO CONSCIENTE OU POLARIZADA?
“A cada discussão, a cada reunião, a cada voto consciente, a cada momento em que um cidadão se decide a favor da honestidade, do bem comum e contra a corrupção aprimora-se, em mútua cooperação, a democracia. A democracia deve conduzir a eleição no próximo domingo!
Ao nos aproximarmos das urnas, devemos ter consciência de que – embora o voto constitua um momento privilegiado de participação cidadã numa democracia representativa – está longe de encerrar-se a responsabilidade cristã. A decisão consciente de votar em candidatos que representem os valores cristãos é um passo importante, mas não é o único. É preciso que, como cristãos, continuemos a contribuir para que haja diálogo que aponte às mudanças necessárias na consolidação de uma cidadania inclusiva, de modo a garantir que a sociedade possa participar e exercer democraticamente o poder político.
O eleitor consciente deve conhecer o passado de seu candidato e averiguar se o discurso e a prática por ele apresentados se conformam aos valores da ética e do bem comum. É preciso também exercer a missão profética de todo cristão e manter uma atitude de fiscalização e vigilância. Diante de irregularidades, é necessário denunciar. “O silêncio e a omissão também são responsáveis pela deterioração da democracia” (cf. Dom Moacir Silva).
Há um desencanto muito sensível na população, em relação à política atual. Candidatos que mais pensam em “degolarem-se” uns aos outros, do que apresentar projetos e soluções que promovam a dignidade de seus eleitores. É uma pena que o “nós contra eles” prevaleça em nosso País. Ouço muitas pessoas dizendo que nem irão às Urnas ou que anularão seus votos. Parece-me urgente repensar o Congressos Nacional. Seja qual for o próximo Presidente da República, desde há muito já está sequestrado pelos Deputados e Senadores. Então não estaria na hora de renovar ao máximo a Câmara dos Deputados e o Senado? Vamos reeleger as “raposas” que só falam em bilhões para seus benefícios próprios? Quem tem acesso ao Deputado ou Senador que elegeu, depois das eleições, a não ser depois de quatro anos? Eles trocam de celulares e somem de suas bases, com raríssimas exceções, é claro!
É necessário estar atento aos discursos e às promessas que nunca são cumpridas. Não é possível votarmos em candidatos que não apresentem “Projetos que visem o Bem de TODOS!”, e não apenas de grupos, principalmente os patrocinadores das campanhas. Esses não dão nada de graça. Quem financia campanhas, geralmente espera algum retorno pessoal e não comum. Muitos prometem o óbvio que na verdade, não cumprirão: saúde de qualidade; educação de excelência, segurança e tantos outros, que devem ser o retorno dos impostos mais elevados pagos no mundo, para manter vilões e agiotas institucionalizados. Ninguém deve ser eleito só porque promete aplicar com justiça e ética, os recursos provenientes dos próprios cidadãos, que, depois de elegerem seus representantes, lhes devem reverência. Devemos eleger aqueles que vivem para servir, e não os que se rogam o direito de sentirem-se “donos de seus eleitores”. Os brasileiros passam muitas dificuldades, que precisam urgentemente da atenção dos que serão eleitos secreta e livremente no próximo dia 4 de outubro!
Vamos todos votar e deixar com que a democracia conduza a eleição. Durante os próximos quatro anos colheremos aquilo que plantarmos nas urnas nas eleições já à nossa porta. Vamos ouvir nossa consciência, que será nossa melhor conselheira diante das urnas, para elegermos pessoas que realmente promovam a dignidade de nosso povo! Teremos uma eleição consciente ou polarizada? Deus abençoe as próximas eleições! Nossa Senhora Aparecida, Mãe, Rainha e Padroeira do Brasil nos proteja ainda mais nas eleições já tão próximas!
Pe. Gilberto Kasper
Teólogo
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
São Cornélio e São Cipriano, Papa e Bispo - 16 de setembro
São Cornélio e São Cipriano, Papa e Bispo
Origens
A comemoração destes dois mártires, São Cornélio e São Cipriano, no mesmo dia, é muito antiga. O Martirológio de São Jerônimo já os celebrava juntos. Essa data escolhida indica, em particular, a renúncia ao trono papal do primeiro e a morte do segundo por decapitação.
Cornélio, o Papa
Em Roma, no ano 251, após alguns anos de cargo vacante, devido à perseguição de Décio, Cornélio foi eleito Papa em 251. Era um romano, talvez, de origem nobre, mas, certamente, reconhecido como homem de fé, justo e amoroso.
Contudo, a sua eleição não foi aceita pelo herege Novaciano, que se fez consagrar antipapa e promoveu um cisma precisamente na Cidade de Roma.
Cornélio — que apoiava a distância o Bispo Cipriano —, foi acusado de ser muito manso com os “lapsos”: estes eram apóstatas, que retornavam à Igreja, sem as devidas penitências. Estes voltavam às atividades, simplesmente com a apresentação de um certificado de reconciliação, obtido de algum suposto confessor.
Além do mais, uma epidemia abateu-se sobre Roma e, depois, teve início também a perseguição anticristã de Galo. O Papa Cornélio foi exilado e preso em Civitavecchia, onde faleceu em 253, mas foi sepultado nas catacumbas de São Calisto, em Roma.
Cipriano, Bispo
Cipriano nasceu em Cartago, no ano 210, era um hábil retórico, que exercia a profissão de advogado. Certo dia, ao ouvir a palavra de Jesus, converteu-se ao Cristianismo. Transcorria o ano 246.
Graças à sua fama de intelectual, foi imediatamente ordenado sacerdote e consagrado Bispo da sua cidade. Mas, em Cartago, a situação dos cristãos não era fácil: agravaram-se as perseguições de Décio, depois de Galo, Valeriano e Galieno.
Assim, muitos fiéis, ao invés de morrer, decidiram voltar ao paganismo. Com o tempo, alguns se arrependeram, mas a conduta de acolhida e benevolência do Bispo Cipriano com eles não foi aceita pelos rigoristas. Envolvido na contenda dos “lapsos”, lutou contra o Padre Novato, que apoiava o antipapa Novaciano, e contra o diácono Felicissimo, que havia eleito Fortunato como antibispo.
Em 252, Cipriano conseguiu convocar um Concílio, em Cartago, para condená-los, enquanto o Papa Cornélio, em Roma, confirmava a excomunhão deles. Durante a perseguição de Valeriano, o clandestino Cipriano retornou a Cartago, para dar testemunho da fé, mas ali foi martirizado.
Amor à verdade
A memória dos santos mártires São Cornélio e São Cipriano, os quais celebramos hoje, o mundo cristão os louva a uma só voz, como testemunhas de amor por aquela verdade que não pode ceder, professada por eles em tempos de perseguição diante da Igreja de Deus e do mundo.
Minha oração
“Os santos mártires doaram sua vida pela fé, e quão lindo testemunho é ver os pastores entregando-se como Jesus. Fazei que nossos líderes tenham a mesma coragem e força para sustentar a fé do povo de Deus, assim como testemunhar com a própria vida. Por Cristo, Senhor nosso. Amém!”
São Cornélio e São Cipriano, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 7,31-35
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
7,31-35
Naquele tempo, disse Jesus:
"Com quem hei de comparar os homens desta geração?
Com quem eles se parecem?
São como crianças que se sentam nas praças,
e se dirigem aos colegas, dizendo:
'Tocamos flauta para vós e não dançastes;
fizemos lamentações e não chorastes!'
Pois veio João Batista,
que não comia pão nem bebia vinho,
e vós dissestes:
'Ele está com um demônio!'
Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis:
'Ele é um comilão e beberrão,
amigo dos publicanos e dos pecadores!'
Mas a sabedoria foi justificada
por todos os seus filhos".
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Exaltação da Santa Cruz, o amor de Deus que se manifesta - 14 de setembro
Exaltação da Santa Cruz, o amor de Deus que se manifesta
Origens
Esta festa de Exaltação da Santa Cruz nasceu em Jerusalém, em 13 de setembro de 335, no aniversário da dedicação das duas igrejas construídas por Constantino, uma sobre o Gólgota (ad Martyrium) e a outra perto do Santo Sepulcro (Ressurreição), após a descoberta das relíquias da cruz por Helena, a mãe do imperador. A cruz, instrumento da mais terrível das torturas, em 320, Constantino a proibiu de ser utilizada.
Restituição da Cruz
Em 614, Cosroes II, rei dos Persas, travou uma guerra contra os Romanos. Depois de derrotar Jerusalém, levou consigo, entre os diversos tesouros, também a Cruz de Jesus. Heráclio, imperador romano de Bizâncio, propôs um pacto de paz com Cosroes, que não aceitou. Diante da sua negação, entrou em guerra com ele e venceu, perto de Nínive, e pediu a restituição da Cruz, que a levou de volta a Jerusalém. Neste dia da Exaltação da Santa Cruz, não se glorifica a crueldade da Cruz, mas o Amor que Deus manifestou aos homens ao aceitar morrer na Cruz.
Cruz: o amor de Deus para conosco
O Evangelho, que a liturgia nos propõe na festa da Exaltação da Santa Cruz, diz que Deus pretende construir uma relação de amor com cada um de nós; Ele se oferece na pessoa do seu Filho Jesus, pregado na Cruz.
O fato de levantarmos o olhar para Deus nos propõe uma verdade importante: somos convidados a voltar a nos relacionarmos de novo com Ele.
A Misericórdia
O fato de elevar o nosso olhar não nos deve causar medo, mas gratidão, porque tal elevação é a medida do amor com a qual Deus ama os seus filhos no Filho. Com efeito, a misericórdia de Deus ilumina as noites da nossa vida e nos permite continuar o nosso caminho.
Não há espaço para indiferença
Não podemos permanecer indiferentes diante da Cruz de Jesus: nem com Ele nem contra Ele. Trata-se de uma escolha, que deve ser feita antes de qualquer ação. A vida do cristão é o testemunho de quanto “Deus nos amou a ponto de dar seu Filho Jesus”.
Festa
A festa da Exaltação da Santa Cruz, em 14 de setembro, conservou-se nos documentos. Contudo, na litúrgica, andou muito lentamente, sobretudo porque o dia 14 estava já ocupado pelos santos mártires Cipriano e Cornélio. A reforma litúrgica pós-conciliar restabeleceu a importância do dia de hoje, que é festa.
Significado da Cruz
Para o cristão, a cruz significa a árvore da vida, o trono, o altar da Nova Aliança: de Cristo, o novo Adão adormecido na cruz, brotou o admirável sacramento de toda a Igreja. A cruz é o sinal de Cristo sobre aqueles que no Batismo são configurados a Ele em morte e glória.
Minha oração
“Sabemos que tudo neste mundo é passageiro, mas a tua salvação através da Cruz permanece. Fazei que aprendamos a adorar a Santa Cruz e nela alcancemos força e consolo. Amém!”
Santa Cruz, sede a nossa salvação!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 3,13-17
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
3,13-17
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos:
"Ninguém subiu ao céu,
a não ser aquele que desceu do céu,
o Filho do Homem.
Do mesmo modo
como Moisés levantou a serpente no deserto,
assim é necessário
que o Filho do Homem seja levantado,
para que todos os que nele crerem
tenham a vida eterna.
Pois Deus amou tanto o mundo,
que deu o seu Filho unigênito,
para que não morra todo o que nele crer,
mas tenha a vida eterna.
De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo
para condenar o mundo,
mas para que o mundo seja salvo por ele".
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