quinta-feira, 2 de abril de 2026

São Francisco de Paula, conhecido como "O Eremita da Caridade" - 02 de abril

 

São Francisco de Paula, conhecido como "O Eremita da Caridade"

Sao francisco de paula conhecido como o eremita da caridade

Origens

São Francisco de Paula realiza muitos milagres e é muito venerado na Calábria.

 Nasceu em Paola (Cosenza) em 1416 em uma família pobre. O casal de idosos 

quer um filho e reza para que São Francisco de Assis faça o milagre. É assim que 

acontece.

A promessa 

Após quinze anos de casamento, nasce um lindo menino que leva o nome do Pobre

 Homem de Assis, Francisco. Imediatamente depois, um dos olhos do menino fica

 doente. Os pais prometem manter a criança no convento por um ano e rezar a São

 Francisco. O apelo é ouvido: a criança se cura e a promessa é cumprida.

Convento
Quando entrou no convento, Francesco era um menino, mas já queria viver como 

um frade humilde: dormia no chão, comia pouco, rezava sempre. Ele então sente

 que quer se dedicar totalmente a Deus e se retira para uma caverna à beira-mar, 

perto de Paola, onde, durante cinco anos, vive na solidão comendo apenas grama.

Milagres

Ele realiza muitos milagres e se torna muito famoso. No convento acende a panela

 com as leguminosas com o sinal da cruz. Ele cura leprosos, cegos e paralíticos. 

Multiplique o pão e o vinho. Cidade livre de epidemias. O milagre mais conhecido 

é o de atravessar o Estreito de Messina com o manto, já que o santo não tem

 dinheiro para pagar ao barqueiro que o deverá transportar. O próprio barqueiro,

 presenciando o milagre, lamenta ter negado sua ajuda e pede perdão ao frade.

Ordem dos Eremitas

Muitos discípulos convergem em torno de Francisco. Assim nasceu a Ordem dos 

Eremitas (ou Mínimos) de São Francisco de Assis. O santo foi peregrino a Assis, 

Montecassino, Loreto e Roma. Em Roma, Francisco continua perturbado pela vida 

suntuosa levada por um cardeal, tanto que o repreende, lembrando-lhe a simplicidade 

evangélica.

Visita ao Rei da França

Os poderosos da época queriam conhecê-lo, ser aconselhados por ele, curados, 

como o muito doente rei da França Luís XI. O frade vai para França. Não cura o rei,

 mas lhe dá muita serenidade. A corte o ama e estima, tanto que ele permanece

 na França por vinte e cinco anos, tempo que Francisco aproveita para criar muitos 

outros conventos.

Protetor e Padroeiro

O humilde franciscano permanece pobre e simples durante toda a sua vida, defende

 os pobres e ataca os poderosos que levam uma vida confortável e mundana e 

molestam injustamente o povo. Francesco di Paola morreu em 1507, aos 91 anos, 

em Tours (França). Protetor dos eremitas, marinheiros, viajantes e peixeiros, é

invocado por casais estéreis para ter um filho. Ele é o padroeiro da Calábria.

Minha oração

Deus, nosso Pai, São Francisco de Paula viveu a simplicidade e a pobreza

 evangélica. Também hoje nos chamais a dar testemunho da vossa bondade e

 da vossa misericórdia no meio dos homens. Libertai os nossos corações da 

insensatez e da lentidão para crer no que vosso Filho Jesus revelou: o mistério

 da sua Paixão, Morte e Ressurreição. Permanecei conosco, Senhor, conduzi-nos 

à fraternidade à reconciliação. Possamos exclamar jubilosos como os primeiros

 discípulos: É verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. E nós o 

reconhecemos na fração do pão! Amém.

São Francisco de Paula, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 13,1-15

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

13,1-15

Era antes da festa da Páscoa.
Jesus sabia que tinha chegado a sua hora
de passar deste mundo para o Pai;
tendo amado os seus que estavam no mundo,
amou-os até o fim.

Estavam tomando a ceia.
O diabo já tinha posto
no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes,
o propósito de entregar Jesus.

Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos

e que de Deus tinha saído e para Deus voltava,

levantou-se da mesa, tirou o manto,
pegou uma toalha e amarrou-a na cintura.

Derramou água numa bacia

e começou a lavar os pés dos discípulos,
enxugando-os com a toalha com que estava cingido.

Chegou a vez de Simão Pedro.
Pedro disse:
"Senhor, tu me lavas os pés?"

Respondeu Jesus:
"Agora, não entendes o que estou fazendo;
mais tarde compreenderás".

Disse-lhe Pedro:
"Tu nunca me lavarás os pés!"
Mas Jesus respondeu:
"Se eu não te lavar, não terás parte comigo".

Simão Pedro disse:
"Senhor, então lava não somente os meus pés,
mas também as mãos e a cabeça".

Jesus respondeu:
"Quem já se banhou
não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo.
Também vós estais limpos, mas não todos".

Jesus sabia quem o ia entregar;
por isso disse:
"Nem todos estais limpos".

Depois de ter lavado os pés dos discípulos,
Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo.
E disse aos discípulos:
"Compreendeis o que acabo de fazer?

Vós me chamais Mestre e Senhor,
e dizeis bem, pois eu o sou.

Portanto, se eu, o Senhor e Mestre,
vos lavei os pés,
também vós deveis lavar os pés uns dos outros.

Dei-vos o exemplo,
para que façais a mesma coisa que eu fiz".

quarta-feira, 1 de abril de 2026

São Ludovico Pavoni - 01 de abril

 

São Ludovico Pavoni doou-se total e concretamente pelo jovens

Origens
Ludovico Pavoni nasceu em Bréscia (Itália), no dia 11 de setembro de 1784. Primeiro

 de cinco filhos, ele viveu em um tempo de mudanças políticas e sociais: a Revolução

 Francesa (1789), a Revolução Jacobina (1797), a dominação napoleônica com suas

 diversas denominações e, enfim, desde 1814, a dominação austríaca.

Política do amor aos jovens pobres
A política de Ludovico Pavoni, ordenado padre em 1807, foi sempre e unicamente a

 do amor. Renunciando à fáceis perspectivas de carreira eclesiástica, soube doar- se 

com generosa criatividade a quem tinha mais necessidade: os jovens, e entre esses 

os mais pobres. Para eles, abriu seu Oratório em 1812. 

Empenho catequético
Dedicava-se, ao mesmo tempo, como notará o bispo, a ajudar os párocos, instruindo, 

catequizando com homilias, catecismos e com retiros, fazendo grande bem à

 juventude, especialmente à mais pobre que tem maior necessidade. 

São Ludovico Pavoni e o Instituto de São Barnabé

Encargos e fundação
Aos 34 anos, foi nomeado cônego da Catedral e lhe foi confiada a reitoria da basílica

 de São Barnabé. Percebendo, no entanto, que muitos oratorianos, sobretudo os 

pobres, fraquejavam e se desviavam do bom caminho ao se inserirem no mundo do 

trabalho, que, infelizmente, não garantia um ambiente moral e cristão sadio, Ludovico 

Pavoni decidiu fundar um Instituto beneficente ou Colégio de Artes onde, pelo

 menos, os órfãos ou os descuidados pelos próprios pais fossem acolhidos, 

gratuitamente mantidos e educados de forma cristã. Ludovico sonhava habilitar 

os jovens para o desempenho de alguma profissão. Com o objetivo de formá-los,

 ao mesmo tempo, afeiçoados à religião, úteis à sociedade e ao Estado. Nasceu,

 assim, o Instituto de São Barnabé.

Oficinas de salvação
Entre as artes, a mais importante foi a tipografia, querida por padre Pavoni como

 “Escola Tipográfica” que pode ser considerada a primeira Escola gráfica da Itália 

e que logo se torna uma verdadeira Editora. Com o passar dos anos, 

multiplicaram-se os ofícios ensinados em São Barnabé. Em 1831, padre Pavoni

 enumera oito oficinas existentes: tipografia e calcografia, encadernação, livraria, 

ourivesaria, serralheria, carpintaria, tornearia e sapataria.

Seguindo a inspiração
O Instituto de São Barnabé reunia, pela primeira vez, o aspecto educativo, o 

assistencial e o profissional, mas a marca mais profunda, a ideia característica do

 novo Instituto era que os meninos pobres, abandonados pelos pais e parentes 

mais próximos, aí encontrassem tudo o que tinham perdido: não somente um pão, 

uma roupa e uma educação nas letras e artes, mas o pai e a mãe, a família de

 que a desventura os privou, e com o pai, a mãe, a família, tudo o que um pobre

 podia receber e gozar.

Condecorado Cavaleiro da Coroa Férrea

Além do esperado…
Padre Pavoni pensou também nos camponeses e projetou uma Escola Agrícola.

 Em 1841, acolhe também deficientes auditivos. Em 3 de junho de 1844, foi

 condecorado pelo imperador com o título de Cavaleiro da Coroa Férrea.

Cuidados Extendidos 
Para sustentar e dar continuidade ao Instituto, Ludovico Pavoni cultivava há muito,

 a ideia de formar com seus jovens mais fervorosos uma regular Congregação. 

Consistia na unidade com os vínculos da caridade cristã e fundamentada nas 

virtudes evangélicas. Além da dedicação inteiramente ao acolhimento e à educação 

dos filhinhos abandonados e se disponha a estender gratuitamente seus cuidados 

também em favor da tão recomendada Casa da Indústria, prejudicada com a falta 

de mestres competentes nas artes.

Aprovação
Obtido o Decreto da finalidade da Congregação, por parte do Papa Gregório XVI, 

em 1843, alcançou finalmente a aprovação imperial, com a criação da Congregação

 dos Filhos de Maria Imaculada.

A Congregação dos Filhos de Maria Imaculada

Os Pavonianos
Quanto à marca da nova família religiosa, os contemporâneos reconhecem-lhe a 

originalidade e a novidade. Devendo a mesma compor-se de religiosos sacerdotes 

para a direção espiritual, disciplinar e administrativa da obra e de religiosos leigos 

para a condução das oficinas e a educação dos jovens. Surge assim a nova imagem

do religioso trabalhador e educador: o irmão coadjutor pavoniano, inserido 

diretamente na missão específica da Congregação, com paridade de direitos e de

 deveres com os sacerdotes.

Morte no Domingo de Ramos
Com a saúde comprometida, Ludovico a teve agravada e, na madrugada de 1º de abril, domingo de Ramos, morreu.

Santidade
Na beatificação de Ludovico Pavoni, sancionada pelo Papa Pio XII, o Pontífice fala

 sobre a heroicidade das virtudes no qual é chamado de um outro Felipe Neri, 

precursor de São João Bosco, “rival” perfeito de São José Cottolengo.

Minha oração
“A sede pela salvação das almas habitava o coração de São Ludovico Pavoni. 

‘Senhor, que meu coração seja incendiado pelo ardor evangelizador. Dá-me o Teu 

Espírito Santo com cada um dos seus dons. Amém’.”

São Ludovico Pavoni, rogai por nós!