sábado, 9 de maio de 2026

SÃO PACÔMIO - 09 DE MAIO

 São Pacômio (c. 287–348) foi um monge egípcio, considerado o fundador do cenobitismo (vida monástica comunitária), estabelecendo o primeiro mosteiro organizado em Tabennisi, Egito, por volta de 320. Pioneiro na organização da vida religiosa, ele criou regras baseadas na castidade, pobreza e obediência, sendo um dos primeiros a ser chamado de "Abade" (pai). 

Principais aspectos de São Pacômio:
  • Fundação do Cenobitismo: Diferente dos eremitas (que viviam sozinhos), Pacômio reuniu monges para viverem e trabalharem em comunidade, equilibrando oração, estudos e trabalho manual.
  • A Regra e o "Abba": Estabeleceu uma regra formal, recebida segundo a tradição, sob inspiração divina. Foi o primeiro a ser chamado de Abba (pai), originando a palavra "Abade".
  • Conversão: Nascido no Alto Egito de pais pagãos, converteu-se ao cristianismo após experimentar a caridade de cristãos enquanto estava prisioneiro no exército imperial.
  • Legado: Ao morrer em 348, sua ordem contava com cerca de sete mil monges.
  • Dia de Festa: Sua memória é celebrada em 9 de maio. 
São Pacômio é reconhecido como o pai da vida cenobítica, equilibrando rigor espiritual com uma vida estruturada em comunidade. 
São Pacômio Rogai por nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15,18-21

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

15,18-21

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Se o mundo vos odeia,
sabei que primeiro me odiou a mim.

Se fôsseis do mundo,
o mundo gostaria daquilo que lhe pertence.
Mas, porque não sois do mundo,
porque eu vos escolhi e apartei do mundo,
o mundo por isso vos odeia.

Lembrai-vos daquilo que eu vos disse:
'O servo não é maior que seu senhor'.
Se me perseguiram a mim,
também perseguirão a vós.
Se guardaram a minha palavra,
também guardarão a vossa.

Tudo isto eles farão contra vós 

por causa do meu nome,
porque não conhecem aquele que me enviou".

sexta-feira, 8 de maio de 2026

S. Vítor, mártir de Milão 08 maio

 

S. Vítor, mártir de Milão

Vítor era proveniente da Mauritânia e, como ele, também seus dois companheiros: Narbor e Félix. O exército imperial de Maximiano, que os chamava Moros, os destina à tropa de Milão. Era o período da virada entre o III e o IV séculos, durante o qual houve uma grande limpeza dentro do exército: os cristãos não eram bem vindos e os três tinham-se convertido recentemente. Embora fossem leais ao imperador e o obedeciam em sua carreira civil e militar, mas não queriam ter que escolher entre ele e Deus.

Deus acima do comando do imperador

Vítor foi preso por sua objeção de consciência. Ele ficou trancado na sua cela, diversos dias, sem comer e beber, até ser levado ao hipódromo do circo - atual Porta Ticinesa – diante do próprio imperador e do seu conselheiro Anulino. Mas, também diante deles, permaneceu firme na sua decisão de não oferecer sacrifícios aos ídolos. Levado novamente à prisão, na Porta Romana, passou por terríveis torturas, que o Senhor o ajudou a suportar e aliviar a sua dor. Narbor e Félix, também presos por se recusarem a renunciar, foram levados para Lodi, onde sofreram o martírio.

A palma do martírio

Certo dia, aproveitando da distração do seu carcereiro, Vítor conseguiu fugir e se refugiar em uma estrebaria, perto da atual Porta Vercelina. Porém, sua fuga não durou muito: ao ser descoberto, foi levado pelos soldados a um bosque e decapitado.
Segundo a tradição, seu corpo, não enterrado e incorrupto, vigiado por duas feras selvagens, foi encontrado pelo bispo São Materno, que lhe deu uma sepultura digna.

Veneração de São Vítor em Milão

Sabemos muitas coisas sobre a vida deste Santo, graças aos escritos de Santo Ambrósio. Por isso, se pode entender a grande veneração, na diocese ambrosiana, por esta figura proveniente da África. O Santo Bispo de Milão dedicou-lhe uma sepultura sumptuosa, adornada por mosaicos de ouro, que, depois, foi incorporada à Basílica de Santo Ambrósio.
Em 1576, São Carlos Borromeu fez um solene reconhecimento das relíquias do Santo, até então espalhadas em várias partes da cidade, e as reuniu. Sabemos, enfim, que São Vítor já era venerado como Padroeiro dos exilados e prisioneiros.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15,12-17

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

15,12-17

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Este é o meu mandamento:
amai-vos uns aos outros,
assim como eu vos amei.

Ninguém tem amor maior
do que aquele que dá sua vida pelos amigos.

Vós sois meus amigos,
se fizerdes o que eu vos mando.

Já não vos chamo servos,
pois o servo não sabe o que faz o seu senhor.
Eu chamo-vos amigos,
porque vos dei a conhecer
tudo o que ouvi de meu Pai.

Não fostes vós que me escolhestes,
mas fui eu que vos escolhi
e vos designei para irdes e para que produzais fruto
e o vosso fruto permaneça.
O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome,
ele vo-lo concederá.

Isto é o que vos ordeno: 

amai-vos uns aos outros".

quinta-feira, 7 de maio de 2026

DEVOLVER O ROUBADO! - Pe. Gilberto Kasper Teólogo

 

DEVOLVER O ROUBADO!

 

 

Quanto mais medito a “Ambiguidade humana e graça de Deus – A origem do mal” no terceiro capítulo do Livro de Gênesis, especialmente o diálogo do Criador com o Homem (Gn 3, 8-13), concluo que até nossos dias a história se repete, no que diz respeito à transferência de responsabilidades! O homem remete sua culpa à mulher e esta à serpente no cenário do Éden. “Fiz, mas não tenho culpa, porque foi ela que me tentou!”

No atual cenário político não parece ser diferente. Os que vão sendo descobertos em suas falcatruas, roubalheiras, desvios de verbas públicas, corrupção sistêmica e irresponsabilidade fiscal remetem a terceiros seus atos, mesmo que tenham tido conhecimento ou não disso ou daquilo. Perdeu-se totalmente a consciência do ridículo. Nossos Governantes, especialmente alguns Deputados e Senadores reeleitos, que mais parecem com raposas de campanha (não são todos), subestimam seus eleitores decepcionados com as inúmeras revelações do que costumo chamar de diabólico, porque enganoso, mentiroso, cruel e nem por último criminoso.

Não me refiro aos bilhões de reais que escorrem pelos bolsos de tantos homens públicos, utilizados para o bem pessoal ou de coleções de sapatos de suas esposas. Segundo o Magistério da Igreja Católica, a Teologia Moral nos ensina que alguém arrependido de ter roubado algo de maior ou menor valor, e tendo a coragem de confessá-lo, será orientado a devolver o roubado, a fim de que reencontre a paz que tal pecado lhe roubou. Se os bilhões desviados dos cofres públicos fossem devolvidos a quem de direito, já teríamos uma boa solução para a crise que se instalou em nosso rico Brasil: crise política, econômica e principalmente ética. Porque não acredito que os “Corruptos poderosos” condenados a alguns anos de prisão, se convertam. Gosto de pensar que quando se encurta uma calça, é na barra da mesma que se corta e nunca na cintura. Os subservientes que paguem pelos verdadeiros mandantes.

 Devemos ser misericordiosos como o Pai é misericordioso. Mas se lermos o texto de Gênesis 3, 14-24, veremos que a atitude de Deus foi a imposição de uma penitência corretiva. Não basta arrepender-se, pedir perdão e não corrigir os estragos que nossa atitude causou. Ao invés disso, um remete a culpa ao outro. Se cada um assumir sua parcela de responsabilidade, chegaremos ao consenso de que é necessária uma imediata conversão ou radical mudança, que devolva não só o dinheiro desviado e gasto indevidamente, como a dignidade do Povo tão pacífico, trabalhador e sofrido, porque subestimado em sua capacidade de discernir o certo do errado e o verdadeiro culpado do inocente. Para que isso aconteça, será necessário rever o equilíbrio, a educação básica sem gritos histéricos e ameaçadores, as manifestações que depredam bens públicos e privados, o diálogo e respeito com o diferente!

A transferência de responsabilidades não leva a lugar nenhum, a não ser a um poço de areia movediça. Já passou da hora de colocar a mão na consciência, ter um pouquinho de vergonha na cara e uma dose de humildade, a fim de redesenharmos o Brasil que todos merecem! Mas isso só será possível, se realmente conhecermos bem os homens e as mulheres que elegeremos, neste ano, para compor um Congresso Nacional comprometido, de verdade com o bem comum, e não com o bem próprio, com corporações interesseiras e amiguinhos de “mão boba”, que sem nenhum escrúpulo, roubam o dinheiro público que cada brasileiro produz com seu suor e árduo trabalho, e depois é obrigado a sustentar até mesmo luxúrias, fundos partidários, verbas para propagandas eleitorais, na maioria das vezes, mentirosas, com os impostos, os mais altos do mundo. Não esqueçamos, que quem não é de Deus cai; um dia cai; e quanto mais alto subir às custas dos outros, os mais simples, maior será o tombo. Já quem promove a dignidade e a justiça de todos os cidadãos, permanecerá de pé diante de Deus, que sempre aguarda que devolvamos o que roubamos!

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo

 

 

Dia de Santa Flávia - 07 de maio

 Dia de Santa Flávia

Márcia Fernandes

O Dia de Santa Flávia celebra-se a 7 de maio e é dedicado à memória de uma das primeiras mártires do cristianismo, venerada pela sua fé e coragem em tempos de perseguição religiosa.

Quem foi Santa Flávia?

Santa Flávia é tradicionalmente identificada como uma jovem cristã, Flávia Domitila, que viveu nos primeiros séculos da era cristã, possivelmente durante o período do Império Romano, quando os cristãos eram perseguidos por recusarem renunciar à sua fé.

Embora existam poucos registos históricos detalhados, a tradição cristã apresenta Flávia como um exemplo de firmeza espiritual e devoção.

Santa Flávia

Fé e martírio

Segundo relatos antigos, Santa Flávia terá sido perseguida por se manter fiel aos ensinamentos cristãos, recusando adorar os deuses romanos.

A sua conversão ao cristianismo valeu-lhe o exílio na Ilha de Ponza, onde sofreu martírios e maus tratos constantes pela sua fé até à sua morte.

Antes de renunciar a uma vida de luxo pela sua fé e de ser consequentemente condenada ao exílio, Santa Flávia dedicava-se ao auxílio dos pobres e ao enterro dos mártires. Após muitos anos de vida precária em Ponza, Santa Flávia, que sofreu martírios juntamente com as suas duas irmãs adotivas, acabaria por ser queimada viva.

Culto e tradição

Apesar de não ser uma das santas mais conhecidas do calendário litúrgico, Santa Flávia é lembrada em algumas tradições cristãs como exemplo de fé inabalável.

A sua festa litúrgica celebra-se a 7 de maio na Igreja Católica (data provável do seu martírio) e a 12 de maio na Igreja Ortodoxa. As suas relíquias encontram-se no templo Santi Nereo e Achilleo, em Roma.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15,9-11

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

 15,9-11

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:

"Como meu Pai me amou,
assim também eu vos amei.
Permanecei no meu amor.

Se guardardes os meus mandamentos,
permanecereis no meu amor,
assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai
e permaneço no seu amor.

Eu vos disse isto,
para que a minha alegria esteja em vós
e a vossa alegria seja plena".