terça-feira, 3 de março de 2026

Santa Catarina Drexel - 03 de março

 

Santa Catarina Drexel, amor à Eucaristia e serviço aos índios e afro-americanos

Origem
Nasceu na Filadélfia (EUA). Filha de um famoso banqueiro, ela perdeu a mãe logo 

depois que nasceu e foi criada por seu pai e sua madrasta.

Generosidade familiar
A família de Catarina Drexel era rica e os bens que tinham eram partilhados com os

 mais necessitados. Ela aprendeu, desde criança, a ser generosa e a usar seus bens 

materiais para ajudar o próximo. O pai dela sustentava vários institutos católicos que

 cuidava dos pobres. Sua madrasta ensinou Catarina e suas duas irmãs a praticarem 

a caridade desde bem pequenas.

Educação católica
Catarina, que foi educada na fé desde jovem, trilhou um caminho espiritual de forma

 a querer conhecer, amar e servir ao Senhor.

Santa Catarina Drexel e a vida missionária

Indígenas e negros
Catarina se compadeceu da situação que os indígenas e os negros viviam no Oeste

 americano. Então, sentiu no coração o desejo de ajudar. Decidida a fazer algo pelos 

mais necessitados, ela vai ao encontro do Papa Leão XIII, a fim de pedir missionários

 para trabalhar com índios e negros, pois ela já os ajudava. Foi então que o Papa 

sugeriu que ela mesma se tornasse missionária.

Doação de vida
Decida a se entregar a Deus e, assim, servir aos mais pobres, Catarina, aos 32 anos, 

fez sua primeira profissão religiosa, em 1891, nas Irmãs da Misericórdia. Não

 conformada ainda com a sua entrega a Deus, depois, ela fundou a ordem das Irmãs 

do Santíssimo Sacramento, aprovada em Roma, em 1913, com a finalidade de 

anunciar o evangelho e a vida eucarística entre índios e afro-americanos. 

Irmãs do Santíssimo Sacramento
Catarina e as irmãs da ordem do Santíssimo Sacramento cuidavam de um sistema de 

escolas católicas para índios e negros americanos, em 13 estados. Por ajudar aqueles

 que não eram homens livres, ela sofreu perseguição, mas não desistiu.

Jesus Eucarístico: o seu verdadeiro amor 

Eucaristia
Tamanho era o seu amor pelo Senhor, ela ensinou as Irmãs do Santíssimo Sacramento

 que era preciso amar a Eucaristia e olhar para todos os povos, inclusive para os que 

sofriam discriminação racial. 

Morte e subida aos altares
Catarina Drexel faleceu com 97 anos, em 3 de março de 1955, na Pensilvânia. Seus 

últimos 20 anos foram de vida centrada na meditação e oração. Foi beatificada em 20 

novembro de 1988, por São João Paulo II, e canonizada, também por ele, em 1º de 

outubro de 2000.

O verdadeiro valor
Uma mulher rica financeiramente, mas com um espírito despojado de si mesma e de

 toda a riqueza que possuía. Ela entendeu que os bens terrenos de nada valem se 

não tivessem ao serviço de Deus. Sua maior riqueza era o amor a sagrada Eucaristia.

Minha oração
“Olhar para os que sofrem bem mais do que eu: ‘Senhor, ajuda-me a fazer este 

exercício de não parar no meu sofrimento do tempo presente, mas olhar ao meu lado

 e reconhecer que a humanidade sofre e, com ela, devo unir-me à Cruz do Senhor’. 

Assim seja.”

Santa Catarina Drexel, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 23,1-12

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

23,1-12

Naquele tempo,

Jesus falou às multidões e a seus discípulos 

e lhes disse:

"Os mestres da Lei e os fariseus
têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés.

Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem.

Mas não imiteis suas ações!
Pois eles falam e não praticam.

Amarram pesados fardos
e os colocam nos ombros dos outros,
mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los,
nem sequer com um dedo.

Fazem todas as suas ações
só para serem vistos pelos outros.
Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura,
na testa e nos braços,
e põem na roupa longas franjas.

Gostam de lugar de honra nos banquetes
e dos primeiros lugares nas sinagogas;

Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas
e de serem chamados de Mestre.

Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre,
pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos.

Na terra, não chameis a ninguém de pai,
pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus.

Não deixeis que vos chamem de guias,

pois um só é o vosso Guia, Cristo.

Pelo contrário, o maior dentre vós
deve ser aquele que vos serve.

Quem se exaltar será humilhado,
e quem se humilhar será exaltado".

segunda-feira, 2 de março de 2026

Santo do dia 2 de março / SÃO SIMPLÍCIO

 

Santo do dia 2 de março / SÃO SIMPLÍCIO

Hoje é celebrado São Simplício, Papa defensor da doutrina católica

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O santo também exerceu um severo cuidado pastoral na Europa Ocidental, publicando decisões sobre questões eclesiásticas

Simplício foi o Papa número 47 da Igreja Católica – sucessor de Hilário –, cujo pontificado durou de 468 a 483, durante o qual foi destituído o imperador Rômulo Augusto e marcou-se o fim do império romano do Ocidente.

Em tempos da heresia do monofitismo no século V – que acreditava unicamente na natureza divina de Jesus Cristo –, este santo defendeu sempre a autoridade da Santa Sé e a independência da Igreja Católica diante do poder político, sobretudo, porque os governantes bizantinos queriam unificar ambas as esferas.

Por exemplo, no ano 476, quando o usurpador Flávio Basilisco se apoderou do trono do imperador romano do Oriente, Zenão, e publicou um edito religioso que rechaçava o Concílio de Calcedônia (451) – o qual condenava a heresia do monofitismo –, o Papa Simplício fez todos os esforços para manter o dogma católico e as definições deste último concílio.

Concretamente, São Simplício exortou a ser fiéis à verdadeira fé em suas cartas enviadas a alguns membros do clero, ao Bispo de Constantinopla (Acácio) e ao próprio usurpador Flávio Basilisco.

“Esta mesma norma de doutrina católica se mantém firmemente por seus sucessores (os de Pedro), a quem o Senhor confiou o cuidado de todo o rebanho de ovelhas, a quem prometeu não os deixar até o fim dos tempos”, disse o Papa Simplício em 10 de janeiro de 476.

O santo também exerceu um severo cuidado pastoral na Europa Ocidental, publicando decisões sobre questões eclesiásticas. Entre essas, nomeou o Bispo de Sevilla como Vigário Papal na Espanha, de forma que os privilégios da Santa Sé puderam se exercer no próprio país.

Os contemporâneos do santo concordam que levou uma vida austera, de oração constante e mortificações. Faleceu em 2 de março de 483.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,36-38

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 

6,36-38

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Sede misericordiosos,
como também o vosso Pai é misericordioso.

Não julgueis e não sereis julgados;
não condeneis e não sereis condenados;
perdoai, e sereis perdoados.

Dai e vos será dado.
Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante
será colocada no vosso colo;
porque com a mesma medida com que medirdes os outros,
vós também sereis medidos".
Palavra da Salvação.

S. Félix III, papa - 01 de março

 

S. Félix III, papa

S. Félix III, papa, Basilica di san Paolo fuori le mura

São Félix III, Papa desde o ano 483, teve que enfrentar o cisma do Patriarca de Constantinopla e combater as heresias monofisitas e arianas. Apoiou os Bispos africanos, contra as invasões dos Vândalos, e readmitiu na Igreja todos os cristãos, que tinham sido obrigados ao batismo ariano.  

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 17,1-9

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

17,1-9

Naquele tempo,

Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão,
e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha.

E foi transfigurado diante deles;
o seu rosto brilhou como o sol
e as suas roupas ficaram brancas como a luz.

Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias,
conversando com Jesus.

Então Pedro tomou a palavra e disse:
"Senhor, é bom ficarmos aqui.
Se queres, vou fazer aqui três tendas:
uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias".

Pedro ainda estava falando,
quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra.
E da nuvem uma voz dizia:
"Este é o meu Filho amado,
no qual eu pus todo meu agrado.
Escutai-o!"

Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito
assustados e caíram com o rosto em terra.

Jesus se aproximou, tocou neles e disse:
"Levantai-vos, e não tenhais medo".

Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais
ninguém, a não ser somente Jesus.

Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes:
"Não conteis a ninguém esta visão até que o
Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos".

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

QUARESMA: TEMPO DE CONVERSÃO! - Padre GILBERTO KASPER

 

QUARESMA: TEMPO DE CONVERSÃO!

 

A Quaresma é um dos mais ricos tempos de conversão. Converter-se espiritualmente, significa mudar o que não está bem interiormente. As pessoas perderam a noção de pecado. Já na década de 1950 do século passado, o Papa Pio XII afirmava que um dos maiores males de nossa geração, seria a perda da noção de pecado. Parece que o pecado foi extinto, perdeu seu sentido de existir, só porque determinados comportamentos tornaram-se frequentes entre as pessoas e suas relações. Diz-se: "Isso já não é mais pecado, pois todo mundo faz...". Mas não é bem assim. O sentido de pecado não perdeu suas características, e existe tanto hoje como no tempo de Jesus. Talvez não se faça mais uma determinada listinha de pecados como antigamente. O importante é remetermo-nos à própria consciência, e esta sinalizará se cometemos ou não pecado.

               

Gosto de pensar que pecado é tudo aquilo que nos tira a paz interior, causa-nos medo, angústia ou vergonha por termos feito algo contra Deus, contra nós mesmos ou contra alguém. Pecado é o afastamento do amor de Deus. É deixar Deus falando sozinho, virando-lhe as costas. Assim como muitas vezes nossos adolescentes agem com os pais, pensando que seus princípios estejam ultrapassados. Logo a arrogância, a prepotência, a ganância e a autossuficiência gritam mais alto.

                

A conversão é voltar-se novamente para Deus, a quem damos as costas, deixando-O falar sozinho. É olhar nos olhos de Deus. É estar diante de Deus rosto a rosto e sentir-se envolvido pelo amor com o qual nos criou à sua imagem e semelhança. Isso nem sempre é fácil. Muitas vezes nosso orgulho é maior do que nossa humildade. Aqui está uma grande dificuldade de nossos tempos: o auto-perdão. Não é fácil admitir que erramos, que nos enganamos, o que se torna uma grande dificuldade de perdoar-nos a nós mesmos e, consequentemente aos outros.

                

Com facilidade nos atribuímos o direito de julgar os outros, até mesmo negando-lhes o perdão. Isso significa que temos a pretensão de sermos "deuses" sobre os outros. Outras vezes, escondemos nossos erros atrás dos erros dos outros, a fim de não sermos descobertos. Esse tipo de atitude é um desastre nas relações humanas, sobretudo em determinados grupos de pessoas, que desempenham algum serviço na sociedade, que os coloque em evidência, como nas esferas sociais, econômicas, políticas, familiares e nem por último, eclesiais. Esse esconderijo é o principal ingrediente do pecado da inveja, que antes parece um câncer que embora se manifeste, ninguém aceite.

 

A conversão implica uma "reconciliaterapia". Isto é: admitir as próprias fraquezas, aceitá-las e com a ajuda do perdão que vem de Deus convertê-las em virtudes. Só então produziremos frutos saborosos e contribuiremos por uma sociedade mais humana, justa e fraterna!

 

Pe. Gilberto Kasper