Moto Clube Católico
Cavaleiros de Santa Ângela
Primeiro grupo de motociclistas católicos do Brasil fundado em maio de 2016. REGISTRADO NO TOMBO DA PARÓQUIA DE SANTA ÂNGELA DE RIBEIRÃO PRETO
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Exaltação da Santa Cruz, o amor de Deus que se manifesta - 14 de setembro
Exaltação da Santa Cruz, o amor de Deus que se manifesta
Origens
Esta festa de Exaltação da Santa Cruz nasceu em Jerusalém, em 13 de setembro de 335, no aniversário da dedicação das duas igrejas construídas por Constantino, uma sobre o Gólgota (ad Martyrium) e a outra perto do Santo Sepulcro (Ressurreição), após a descoberta das relíquias da cruz por Helena, a mãe do imperador. A cruz, instrumento da mais terrível das torturas, em 320, Constantino a proibiu de ser utilizada.
Restituição da Cruz
Em 614, Cosroes II, rei dos Persas, travou uma guerra contra os Romanos. Depois de derrotar Jerusalém, levou consigo, entre os diversos tesouros, também a Cruz de Jesus. Heráclio, imperador romano de Bizâncio, propôs um pacto de paz com Cosroes, que não aceitou. Diante da sua negação, entrou em guerra com ele e venceu, perto de Nínive, e pediu a restituição da Cruz, que a levou de volta a Jerusalém. Neste dia da Exaltação da Santa Cruz, não se glorifica a crueldade da Cruz, mas o Amor que Deus manifestou aos homens ao aceitar morrer na Cruz.
Cruz: o amor de Deus para conosco
O Evangelho, que a liturgia nos propõe na festa da Exaltação da Santa Cruz, diz que Deus pretende construir uma relação de amor com cada um de nós; Ele se oferece na pessoa do seu Filho Jesus, pregado na Cruz.
O fato de levantarmos o olhar para Deus nos propõe uma verdade importante: somos convidados a voltar a nos relacionarmos de novo com Ele.
A Misericórdia
O fato de elevar o nosso olhar não nos deve causar medo, mas gratidão, porque tal elevação é a medida do amor com a qual Deus ama os seus filhos no Filho. Com efeito, a misericórdia de Deus ilumina as noites da nossa vida e nos permite continuar o nosso caminho.
Não há espaço para indiferença
Não podemos permanecer indiferentes diante da Cruz de Jesus: nem com Ele nem contra Ele. Trata-se de uma escolha, que deve ser feita antes de qualquer ação. A vida do cristão é o testemunho de quanto “Deus nos amou a ponto de dar seu Filho Jesus”.
Festa
A festa da Exaltação da Santa Cruz, em 14 de setembro, conservou-se nos documentos. Contudo, na litúrgica, andou muito lentamente, sobretudo porque o dia 14 estava já ocupado pelos santos mártires Cipriano e Cornélio. A reforma litúrgica pós-conciliar restabeleceu a importância do dia de hoje, que é festa.
Significado da Cruz
Para o cristão, a cruz significa a árvore da vida, o trono, o altar da Nova Aliança: de Cristo, o novo Adão adormecido na cruz, brotou o admirável sacramento de toda a Igreja. A cruz é o sinal de Cristo sobre aqueles que no Batismo são configurados a Ele em morte e glória.
Minha oração
“Sabemos que tudo neste mundo é passageiro, mas a tua salvação através da Cruz permanece. Fazei que aprendamos a adorar a Santa Cruz e nela alcancemos força e consolo. Amém!”
Santa Cruz, sede a nossa salvação!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 3,13-17
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
3,13-17
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos:
"Ninguém subiu ao céu,
a não ser aquele que desceu do céu,
o Filho do Homem.
Do mesmo modo
como Moisés levantou a serpente no deserto,
assim é necessário
que o Filho do Homem seja levantado,
para que todos os que nele crerem
tenham a vida eterna.
Pois Deus amou tanto o mundo,
que deu o seu Filho unigênito,
para que não morra todo o que nele crer,
mas tenha a vida eterna.
De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo
para condenar o mundo,
mas para que o mundo seja salvo por ele".
sábado, 12 de setembro de 2026
Data: 12 de setembro de 2026 São Guido de Anderlecht
Data: 12 de setembro de 2026
São Guido de Anderlecht
( O Católico)
Guido viveu entre os séculos X e XI, na Bélgica. Desde a infância, ele já demonstrava seu desapego dos bens terrenos. Ainda jovem deixa a casa dos pais e via ser sacristão em uma paróquia perto de Bruxelas.
Quando ficou órfão, decidiu ser comerciante, pois teria mais recursos para auxiliar e socorrer os pobres e doentes. Mas após um fatalidade, o navio com suas mercadorias afundou, ele decidiu definitivamente seguir a vida religiosa.
Guido vestiu o hábito de peregrino e pôs-se novamente no caminho da religiosidade, da peregrinação e assistência aos pobres e doentes. Percorreu durante sete anos as inseguras e longas estradas da Europa, levando conforto aos mais abandonados.
Depois de tanto andar, Guido voltou para sua terra, residindo na cidade de Anderlecht. Nesta cidade ele morreu, com fama de santidade. Com o passar do tempo foi erguida uma igreja dedicada à ele, para guardar suas relíquias.
Reflexão: São Guido é padroeiro dos sacristãos e cocheiros. Sua vida foi de inteiro desapego aos bens materiais e de busca da santidade. O pouco que ganhava doava aos pobres que encontrava nas suas andanças pela Europa. Suas maiores virtudes eram a caridade e o silêncio. Num mundo marcado pela pobreza, violência e desigualdades, A vida de São Guido nos inspira a lutar pelo advento de uma nova sociedade.
Oração: Deus, nosso Pai, colocamos agora, neste momento, sob a vossa proteção todo o nosso agir e todo o nosso viver. Caminhemos hoje buscando a vossa face de luz. Em tudo procuremos a simplicidade, a cordialidade, o bom senso, o bom humor, a alegria cristã, pois lamúrias e tristeza para nada servem. Procuremos mais ajudar que ser ajudados, mais servir que ser servidos, mais somar que dividir, mais ouvir que aconselhar. Não faltemos com a cordialidade, o respeito, a sinceridade, sobretudo para com os que vivem juntos a nós. Por Cristo nosso Senhor.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,43-49
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
6,43-49
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
"Não existe árvore boa que dê frutos ruins,
nem árvore ruim que dê frutos bons.
Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos.
Não se colhem figos de espinheiros,
nem uvas de plantas espinhosas.
O homem bom tira coisas boas
do bom tesouro do seu coração.
Mas o homem mau tira coisas más
do seu mau tesouro,
pois sua boca fala do que o coração está cheio.
Por que me chamais:
'Senhor! Senhor!',
mas não fazeis o que eu digo?
Vou mostrar-vos com quem se parece
todo aquele que vem a mim,
ouve as minhas palavras
e as põe em prática.
É semelhante a um homem que construiu uma casa:
cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha.
Veio a enchente, a torrente deu contra a casa,
mas não conseguiu derrubá-la,
porque estava bem construída.
Aquele, porém, que ouve e não põe em prática,
é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão,
sem alicerce.
A torrente deu contra a casa,
e ela imediatamente desabou;
e foi grande a ruína dessa casa".
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
São João Gabriel Perboyre - 11 de setembro
São João Gabriel Perboyre: o missionário que entregou a vida pelo Evangelho na China neste 11 de setembro
A Igreja Católica celebra nesta sexta-feira, 11 de setembro, a memória de São João Gabriel Perboyre, sacerdote da Congregação da Missão, conhecida como Congregação dos Padres Lazaristas ou Vicentinos. Missionário na China, ele enfrentou perseguição, prisão e torturas por anunciar o Evangelho e morreu como mártir em 1840.
Sua trajetória é lembrada como um testemunho de fé, coragem e perseverança diante das dificuldades. João Gabriel foi canonizado pelo papa São João Paulo II em 2 de junho de 1996.
Uma infância marcada pela fé
João Gabriel Perboyre nasceu em 6 de janeiro de 1802, na localidade de Puech, em Montgesty, na região de Cahors, na França. Filho de agricultores, cresceu em uma família numerosa e profundamente ligada à fé cristã.
Ainda jovem, aproximou-se da Congregação da Missão e iniciou sua formação religiosa. Foi ordenado sacerdote em 1826 e, antes de partir para a missão na Ásia, dedicou-se também à formação de jovens e seminaristas na França.
A vocação missionária, porém, permanecia forte em seu coração. Depois de anos desejando partir para o Oriente, recebeu finalmente a oportunidade de seguir para a China.
A missão na China
Em 1835, João Gabriel partiu da França rumo à China. Depois de chegar a Macau, dedicou-se ao aprendizado da língua e dos costumes locais para poder anunciar o Evangelho e servir melhor à população.
Em 1837, iniciou efetivamente seu trabalho missionário nas regiões de Honã e Hubei. O sacerdote procurava adaptar sua atuação à realidade do povo chinês, buscando anunciar a fé em meio a uma cultura diferente daquela em que havia crescido.
Sua missão, entretanto, acontecia em um contexto de dificuldades e perseguições contra os cristãos.
Prisão e martírio
A situação de João Gabriel mudou drasticamente quando ele foi preso por causa de sua atividade missionária. Durante meses, passou por interrogatórios, sofrimento e maus-tratos.
A sentença de morte acabou sendo confirmada pelo governo imperial. Em 11 de setembro de 1840, em Wuchang, na atual região de Wuhan, João Gabriel Perboyre foi executado. Segundo os registros de sua vida e do martirológio, ele foi amarrado a uma cruz e morreu estrangulado.
O martírio marcou profundamente a memória da Igreja. Para os cristãos, sua morte representa a fidelidade de alguém que permaneceu firme em sua missão mesmo diante da ameaça de perder a própria vida.
“Quem perseverar até o fim será salvo”
A vida de São João Gabriel Perboyre pode ser relacionada às palavras de Jesus no Evangelho de São Mateus.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,39-42
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
6,39-42
Naquele tempo,
Jesus contou uma parábola aos discípulos:
"Pode um cego guiar outro cego?
Não cairão os dois num buraco?
Um discípulo não é maior do que o mestre;
todo discípulo bem formado será como o mestre.
Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão,
e não percebes a trave
que há no teu próprio olho?
Como podes dizer a teu irmão:
Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho,
quando tu não vês a trave no teu próprio olho?
Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho,
e então poderás enxergar bem
para tirar o cisco do olho do teu irmão".
UM NOVO APELO AOS MOTOCICLISTAS! - Pe. Gilberto Kasper Teólogo
UM NOVO APELO AOS MOTOCICLISTAS!
Posso parecer repetitivo. Não tem outro jeito. Preciso voltar a escrever o que já divulguei em meus modestos artigos inúmeras vezes. É como decorar a tabuada. Se sei a tabuada de cor, é porque a repeti tantas vezes quantas foram necessárias. Não é por falta de assunto. É por convicção e temor. Estou com muito medo do trânsito em nossa amada cidade e região.
No artigo desta edição faço um novo apelo aos Motociclistas. Me perdoem os bons, carinhosamente chamados de “Motoqueiros”. Mas nesses últimos meses tem sido um desafio imenso dirigir em nossa cidade!
É de arrepiar ver o quanto os sinais de trânsito são desrespeitados pelos Motociclistas, em todos os horários do dia, da noite e da madrugada. Quando os semáforos abrem para os automóveis passarem, surgem Motociclistas passando, como se nem houvessem esses sinais, colocando-se a eles próprios e aos que avançam o sinal verde, em risco de morte. Costumo dizer que os Motociclistas surgem de todos os lados: pela esquerda, direita, do alto, por trás e até “do purgatório”!
A Imprensa vem divulgando o aumento de acidentes, especialmente envolvendo Motociclistas. As Ortopedias dos Hospitais estão sempre lotados com Motociclistas, na maioria jovens, fraturados. Muitos deles também vem ocupando os jazigos de nossos Cemitérios. Mas essa constatação é visível não somente pelos telejornais. Os que respeitam as sinalizações do trânsito não poucas vezes são assustados com buzinações e xingamentos.
Essa Revolução Cultural que se impôs entre nós, alimentada por uma “Cultura de Sobrevivência”, faz com que as pessoas não vivam mais, normalmente, mas sobrevivam numa corrida contra o tempo, em busca do suado dinheirinho, para arcar com as despesas de uma vida cara.
As pessoas entram nos supermercados com esperança de conseguirem comprar seus alimentos e saem com duas ou três sacolinhas e os carrinhos vazios. O custo de vida, especialmente, de alimentos e medicamentos, está “pela hora da morte”! Isso desencanta a sociedade e aos que têm condições, recorrem a compras de alimentos ou medicamentos aos Motociclistas de Aplicativos. Já esses, correm desvairadamente, para entregarem o máximo em tempo, o mínimo possível. A rapidez das entregas lhes garante um valor um pouco maior. Assim a pressa é que provoca a imprudência, promovendo uma habitual desobediência às leis de trânsito.
Aliás, a desobediência em nossa sociedade, tem sido a “máxima” em tantos movimentos, desde a infância até as autoridades de nossa Nação, que traz inscrito em nossa Bandeira, “Ordem e Progresso”! Muitos são os que incentivam a desobediência de todos os lados. Todos falam ao mesmo tempo; ninguém sabe mais escutar o que o outro tem a dizer; cada um quer ter razão e a última palavra, o que só causa confusão. Que pena que seja assim”!
O trânsito continua matando! O trânsito continua violento. Minha súplica se estende aos queridos leitores, e hoje especialmente aos Motociclistas, de que sejamos mais humanos – Anjos de Guarda uns dos outros – porque infelizmente o trânsito continua violento, fraturando e também ceifando muitas vidas, por vezes ainda tão jovens!
Pe. Gilberto Kasper
Teólogo
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