quinta-feira, 14 de maio de 2026

SÃO MATIAS APÓSTOLO - 14 DE MAIO

 

   

São Matias

Localização: Israel

São Matias ocupou o lugar deixado por Judas Iscariotes no grupo dos 12 Apóstolos escolhidos por Cristo. Este número representa as 12 tribos de Israel, portanto todo o povo judeu e, por extensão, o povo restaurado de Deus, os que viverão no paraíso Celeste – daí a sua importância.

Em At 1,21-26, fica evidente que Matias já acompanhava o Senhor desde o anúncio de João Batista, perseverando entre Seus discípulos até depois da Ressurreição e de Pentecostes, e tendo sido testemunha ocular de Cristo já glorioso. Certamente foi um dos 72 enviados por Jesus para evangelizar (Lc 10,1-24). A “sorte” que definiu a sua escolha evidentemente é obra do Espírito Santo.

Segundo uma tradição Matias evangelizou na Judéia, Capadócia e depois na Etiópia, tendo morrido crucificado. Em outra versão, ele foi apedrejado em Jerusalém pelos judeus, e então decapitado. As informações não são precisas, tendo origem nos evangelhos apócrifos (isto é, em escritos não aceitos como confiáveis para fazerem parte do conjunto de escritos da Bíblia, seguramente inspirados pelo Espírito Santo).

É normalmente representado com um machado ou uma alabarda, símbolos da força do cristianismo e do martírio; o machado também está ligado, por causa do martírio, ao seu patronato dos açougueiros e carpinteiros.

Registros indicam que Santa Helena, mãe do imperador Constantino e a santa que recuperou as relíquias da Cruz de Cristo, mandou transladar as relíquias de São Matias para Roma. Uma parte delas ali ficou, na igreja de Santa Maria Maior, e o restante está na Alemanha, na igreja de São Matias em Treves, cuja cidade foi por ele evangelizada segundo uma tradição, e motivo pelo qual é seu padroeiro.

 A festa de São Matias era celebrada em 24 de fevereiro, de modo a evitar a Quaresma, mas no novo calendário ficou em 14 de maio, uma data certamente próxima do dia da sua eleição.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho



Reflexão:

“Matias” deriva do Grego Matthias ou Mahthias, do Hebreu Mattathias ou Mattithiah, que significa “presente (ou dom) de Deus”. Sem dúvida que este Apóstolo é tanto presente como dom de Deus para a Sua Igreja, e a sua altíssima missão, confiada a este mínimo grupo de pessoas, indica uma singular preferência e confiança do Senhor. Os critérios para ser Apóstolo incluíam ter visto diretamente o Cristo Ressuscitado, ter acompanhado Jesus desde a manifestação de João Batista até a Ascensão e permanecido até Pentecostes, ter sido chamado e enviado por Cristo para evangelizar… apenas 12 foram santos Apóstolos, mas até que ponto podemos nos aproximar da sua obra? Vemos o Cristo, vivo, na Eucaristia, recebemos o Espírito Santo na Crisma, somos chamados por Jesus, através da Igreja e do Batismo, para com Ele levarmos a Boa Nova aos irmãos. Não temos o carisma particular dos Apóstolos, mas somos sim herdeiros da sua missão, e unidos a eles na Comunhão com Cristo. Neste sentido, Deus também demonstra a Sua escolha e confiança em cada um de nós. Resta escolhermos a via de Judas Iscariotes ou a de Matias.

Oração:

Deus Todo Poderoso, que do nada nos chamastes à existência e nos chamastes à salvação, concedei-nos por intercessão de São Matias também sermos fiéis no “apostolado tardio”, e tendo tido a honra inefável de sermos por Vós escolhidos desde sempre para receber o Paraíso, aceitarmos com amor e alegria os dons que nos destes para vencer as provações, estando sempre presentes diante de Vós para repassá-los em proveito dos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 28,16-20

 Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

28,16-20

 

Naquele tempo,

Os onze discípulos foram para a Galileia,
ao monte que Jesus lhes tinha indicado.

Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele.
Ainda assim alguns duvidaram.

Então Jesus aproximou-se e falou:
"Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra.

Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos,
batizando-os em nome do Pai
e do Filho e do Espírito Santo,

e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!
Eis que eu estarei convosco todos os dias,
até ao fim do mundo".

ENXERGAR BEM É UM DOM! - Padre Gilberto Kasper

 

ENXERGAR BEM É UM DOM!

 

A maior fragilidade humana não está na complexidade de seu organismo, mas se revela quando entra em crise. Os antônimos nos esclarecem melhor a natureza das coisas ou, pelo menos, nos dão maior apreço pelos valores positivos. Assim se aprecia melhor a luz quando se vê seu contraste com a escuridão; o dia fica mais significativo quando comparado com a noite. A saúde fica melhor ressaltada em comparação com a doença. Ou como se costuma dizer: só conhece o valor da saúde quem ficou doente.

            Há hoje um consenso em não restringir a saúde a uma questão biológica. Ela envolve valores psicológicos, sociais, espirituais, econômicos e religiosos. Pode ser definida como bem-estar físico, psicológico, social, econômico, espiritual e religioso. A ausência de algumas dessas dimensões constitui crise e deve ser considerada doença.

            Pela constituição unitária da pessoa humana, todos estes fatores se influenciam mutuamente. Uma disfunção orgânica no ser humano não tem o mesmo significado que num animal ou numa planta. Por isso não pode ser tratado do mesmo modo. É exatamente o que deveria distinguir o médico do veterinário e do ambientalista. Nós somatizamos nossos problemas psíquicos, sociais, econômicos e religiosos.

            No dia 29 de abril me submeti a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo. Consultando com o magnífico professor aposentado da USP, Dr. Harley Bicas, que atende às quartas-feiras no Instituto da Visão de Ribeirão Preto, à Av. Independência, 2509, fui diagnosticado com catarata nos dois olhos, sendo que o esquerdo estava mais comprometido. Feitos os exames sob a orientação da Dra. Maria Cristina Zanatto, fui operado com sucesso pelo renomado e querido Dr. Roberto P. Coelho, Proprietário do Instituto da Visão.

            “A cirurgia de catarata é um procedimento seguro e rápido, geralmente durando entre 10 e 30 minutos, que remove o cristalino opaco e o substitui por uma lente artificial (lente intraocular) para restaurar a visão. Realizada com anestesia local e alta no mesmo dia, a técnica mais comum é a faco- emulsificação, utilizando ultrassom ou laser para fragmentar e aspirar o cristalino” (Dr. Roberto P. Coelho).

            Ainda há escrúpulos e resistências em relação à cirurgia de Catarata, por centenas de pessoas que enxergam pouco, por possuírem essa enfermidade. Os tempos mudaram e a medicina, também oftalmológica, evoluiu muito. Dr. Roberto Coelho faz a cirurgia por laser e não demora mais do que sete minutos. Pelo menos foi o que aconteceu no meu caso.

            O pós-operatório pede alguns cuidados muito simples de serem adotados, sem que alterem nossas atividades hodiernas. Também isso evoluiu. O que importa, é a beleza de enxergar sem óculos; tudo que antes se via embaçado, agora se vê mais nítido do que nunca. A sensação de enxergar bem longe e perto, é um verdadeiro dom!

            Costumo “brincar” com pessoas amigas, que passando dos 60 anos de idade, começamos a “trocar os órgãos de nosso corpo humano”. Já me perguntaram se não seria pecado? Claro que não, desde que recupere a saúde fragilizada com o passar dos anos. Não se trata de mera vaidade, mas de zelo pela saúde, a fim de que possamos continuar servindo, cada um, à luz de sua vocação específica.

            Desde a recepção até ao Centro Cirúrgico e os retornos médicos com o Dr. Roberto P. Coelho e a Dra. Maria Cristina Zanatto, fui tratado como um “príncipe” de que nem digno sou. Minha experiência foi das melhores e recomendo que busquemos enxergar bem, porque enxergar bem é um dom. Minha próxima cirurgia de catarata no olho direito está agendada para o dia 26 de maio próximo.

            Assim agradeço, de coração, pelas orações de tantas pessoas queridas e amadas. Também expresso minha gratidão aos médicos do Instituto da Visão: seu proprietário, Dr. Roberto P. Coelho, a Dra. Maria Cristina Zanatto, toda a Equipe do Centro Cirúrgico na pessoa da Enfermeira-Chefe Ana Paula, as Meninas, verdadeiros Anjos Bons, da Recepção, e por fim, o Dr. Harley Bicas, que fez questão de acompanhar a primeira cirurgia, acolhendo-me e depois, despedindo-me na porta de entrada do Instituto da Visão. Deus os recompense e abençoe grandemente por tudo sempre! Não esqueçamos que enxergar bem é um dom!

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Nossa Senhora de Fátima 13 maio

 

Nossa Senhora de Fátima

Nossa Senhora de Fátima, Portugal

“Não tenham medo”! Com estas palavras, a Virgem Maria dirigiu-se aos três pastorzinhos portugueses de Aljustrel, no dia 13 de maio de 1917.
Na manhã de um esplêndido domingo, Lúcia dos Santos, de 10 anos de idade, e seus primos, Jacinta e Francisco Marto, de 7 e 9 anos, participaram da Santa Missa, na paróquia de Fátima e, depois, levaram suas ovelhas para pastar, no declive da Cova da Iria. Ao ouvir o toque dos sinos para o Ângelus, puseram-se a rezar o Terço, como faziam de costume. A seguir, enquanto brincavam, ficaram assombrados pelo aparecimento de um clarão improviso. Pensando que era um raio e com medo de um temporal, se apressaram para abrigar o rebanho.
Mas, logo depois, foram surpreendidos por outro clarão, sobre um carvalho, no qual viram uma Senhora, vestida de branco e radiante de luz, que lhes disse: “Vim pedir-lhes para que venham aqui, todo o dia 13, por seis meses consecutivos, nesta mesma hora. Dir-lhes-ei, oportunamente, quem eu sou e o que quero”.
A Senhora tinha um vestido com bordados dourados, um cordão de ouro na cintura, um manto cândido e um Terço de grãos brancos nas mãos. Enquanto Lúcia falava com ela, Jacinta escutava a conversa, mas Francisco não ouvia nada. Então, Maria perguntou-lhes: “Vocês querem oferecer-se a Deus, suportar todos os sofrimentos que Ele lhes mandar, como ato de reparação dos pecados, pelos quais Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores¬¬?” Lúcia respondeu-lhe: “Sim, queremos”. No entanto, a Virgem lhes disse ainda: “Vocês deverão sofrer muito, mas a graça de Deus será seu conforto”.

Aparições na Cova da Iria

Lúcia intimou seus primos a não dizer nada a ninguém sobre o acontecimento porque – explicou - “ninguém acreditaria”. No entanto, Jacinta, temendo ser castigada, por trazer as ovelhas de volta do pasto, antes da hora, contou tudo à sua mãe, que, naturalmente, não acreditou.
Lúcia, Francisco e Jacinta foram repreendidos e advertidos. Não obstante, a notícia começou se espalhar. No dia 13 de junho, na hora do encontro, uma pequena multidão uniu-se às três crianças. A Virgem pediu a Lúcia para rezar muito, mas também para aprender a ler e a escrever, a fim de poder transmitir as suas mensagens.
Na terceira aparição, cerca de duas mil pessoas se reuniram e deixaram suas ofertas em dinheiro na Cova da Iria. Nossa Senhora renovou o convite, aos três pastorzinhos, para virem, àquele mesmo lugar, todo dia 13 do mês; e, ao mostrando-lhes o inferno, exortou-os a rezar pela humanidade.
Lúcia, Francisco e Jacinta receberam zombarias dos incrédulos; até o pároco duvidou da veridicidade das suas narrações; por sua vez, também o prefeito do município de Vila Nova de Ourém, ao qual pertencia Fátima, tentou dissuadi-los.
No dia 13 de agosto, não puderam comparecer na Cova da Iria, porque estavam presos. Mas, a Virgem Maria apareceu-lhes, improvisamente, no dia 19 de agosto, enquanto apascentavam o rebanho em Valinhos, pouco distante de Aljustrel. Lúcia aproveitou para perguntar-lhe o que devia fazer com as ofertas, que os fiéis deixaram na Cova da Iria. Então, Maria lhe respondeu: “Mande construir uma Capela, precisamente ali”.
A aparição repetiu-se, pontualmente, também no dia 13 de setembro. Neste último encontro, Nossa Senhora prometeu realizar um prodígio, para que todos acreditassem.

“Eu sou Nossa Senhora do Rosário”

No dia frio e cinzento de 13 de outubro, a chuva puniu 70 mil pessoas, entre as quais muitos jornalistas, fotógrafos e a imprensa internacional. Naquele dia, enquanto continuava a chover, a Virgem revelou a Lúcia, Francisco e Jacinta: “Eu sou Nossa Senhora do Rosário”. E, depois desta aparição, realizou o milagre prometido: a dança do sol! O astro assumiu várias cores, pôde ser visto a olho nu e começou a girar em torno de si mesmo, parecendo aproximar-se da Terra. Quando este acontecimento extraordinário cessou, as roupas das pessoas, que antes estavam ensopados, se secaram.
Treze anos depois, no dia 13 de outubro de 1930, as autoridades eclesiásticas declararam que as aparições eram “dignas de fé” e autorizaram o culto a Nossa Senhora de Fátima.
Francisco faleceu no dia 4 de abril de 1919 e Jacinta em 20 de fevereiro de 1920. Lúcia entrou para a Comunidade das Irmãs de Santa Doroteia, em 17 de junho de 1921. Após mais de dez anos da emissão de seus votos Perpétuos, decidiu ingressar para o Mosteiro Carmelita de Coimbra. Lúcia faleceu no dia 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos.
Francisco e Jacinta foram beatificados no dia 13 de maio do ano 2000, por São João Paulo II, e canonizados, em 13 de maio de 2017, pelo Papa Francisco.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Joã 16,12-15

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Joã

16,12-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos,
mas não sois capazes de as compreender agora.

Quando, porém, vier o Espírito da Verdade,
ele vos conduzirá à plena verdade.
Pois ele não falará por si mesmo,
mas dirá tudo o que tiver ouvido;
e até as coisas futuras vos anunciará.

Ele me glorificará,
porque receberá do que é meu
e vo-lo anunciará.

Tudo o que o Pai possui é meu.
Por isso, disse que
o que ele receberá e vos anunciará, é meu".

terça-feira, 12 de maio de 2026

São Pancrácio, Adolescente, Mártir Santo do Dia – 12 de MAIO

 

São Pancrácio, Adolescente, Mártir

Santo do Dia – 12 de MAIO

São Pancrácio,


órfão ainda pequeno

Santa Zita de Lucca

Filho de Cledônio, cognominado o Frígio, muito jovem, perdeu o pai e foi recolhido por um dos tios, Dionísio, que o educou cristãmente, embora ainda fosse catecúmeno. Era no tempo de Valeriano e de Galiano, e, quando Pancrácio completou catorze anos, tio e sobrinho buscaram Roma, onde acabaram por instruir-se na religião cristã e receberam o batismo.

Desejaram ser mártires
Data daqueles dias o desejo que ambos conceberam de verter o sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo, Redentor nosso. Dionísio, todavia, pouco depois, falecia sem poder satisfazer aquela alta pretensão. Quanto a Pancrácio, visto como cristão, foi preso à presença do imperador Diocleciano, o qual, em vão, procurou levar o jovem a apostatar, sacrificando aos ídolos.

Famoso e querido na FrançaSão Pancrácio, depois de 1517, tornou-se um título cardinalício. Na França, tornou-se tão famoso e tão querido, que, com o correr dos séculos, o nome foi-se transformando, desfigurando: Planchais, Planchat, Plancher, Branchais, Blancat, e outros mais ou menos semelhantes. Assim na Itália, onde é chamado Brancas, Brancaccio, etc.
A MorteIrritadíssimo com a persistência do generoso menino-moço, e com as seguras respostas que lhe dava, sem titubear, o imperador ordenou que lhe decepassem a cabeça, o que sucedeu na Via Aureliana, no dia 12 de Maio do ano da graça de 304.

Hoje, Roma possui uma igreja de São Pancrácio – São Pancrácio fora dos muros – onde, segundo São Gregório de Tours, os que ali prestam solene juramente e o fazem falsamente, são imediatamente mortos ou então tomados pelo demônio.

São Pancrácio, rogai por nós!

Com Santos Nereu e Aquileu Eram soldados adstritos ao tribunal militar.

Pancrácio — Aquele a que tudo vence. Origem do Nome Pancrácio. Origem: Grega. 

“Oração — Glorioso São Pancrácio, Vós que em prêmio de vossas virtudes e em recompensa do sacrifício de vossa vida pela fé, fazei que eu caminhe pelo caminho da virtude durante toda minha vida. Amém.

São pancrácio, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 16,5-11

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

16,5-11

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Agora, parto para aquele que me enviou,
e nenhum de vós me pergunta: 'Para onde vais?'

Mas, porque vos disse isto,
a tristeza encheu os vossos corações.

No entanto, eu vos digo a verdade:
É bom para vós que eu parta;
se eu não for, não virá até vós o Defensor;
mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei.

E quando vier, ele demonstrará ao mundo
em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento:

o pecado, porque não acreditaram em mim;

a justiça, porque vou para o Pai,
de modo que não mais me vereis;

e o julgamento,
porque o chefe deste mundo já está condenado".