quarta-feira, 8 de abril de 2026

Santa Júlia Billiart - 08 de abril

 

Santa Júlia Billiart, religiosa cujo alimento foi unicamente 

a Eucaristia

Santa julia billiart religiosa cujo alimento foi unicamente a eucaristia

Origens
Em 12 de julho de 1751, numa pequena aldeia no norte da França, nasce Maria

 Rosa Júlia Billiart, filha de camponeses pobres e muito religiosos que a batizaram 

no mesmo dia do seu nascimento. Ela, seus pais e seus 8 irmãos viviam do

 trabalho na lavoura e de um pequeno comércio.

Eucaristia, o seu único alimento
Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos, e com oito anos já havia aprendido 

todo o catecismo. Por uma disposição interior, ou por um chamado sobrenatural, 

e por fé viva na presença real de Jesus no Pão Eucarístico, a Eucaristia passou 

a ser o único alimento de sua vida. Ela aprendeu a ler e a escrever, porque, com 

este saber, ajudava no sustento da sua casa. 

Caridade
Mesmo com todas as suas ocupações para ajudar a família, sempre procurava 

cavar tempo para visitar os enfermos e os abandonados. Ela os ajudava e orava

 por eles. 

“A educação é o caminho da plenitude da vida.” 

(Santa Júlia Billiart)

Paralisia
Aos treze anos, sem nutrição física por se alimentar apenas da comunhão

 Eucarística, ela começou a ter sérios problemas de saúde. Júlia, que já

 caminhava com muita dificuldade por causa do trabalho excessivo na lavoura 

para ajudar os pais, presenciou um atentado cometido a seu pai. Um indivíduo 

disparou um fuzil contra ele, e Júlia teve o seu sistema nervoso abalado. Em 

1782, uma forte epidemia agravou ainda mais a saúde de Júlia, fazendo com 

que ela ficasse paralítica por 22 anos. Desde então, recebeu cinco vezes o

 sacramento da unção dos enfermos devido à grave situação de sua saúde.

Mística
Durante a sua paraplegia, Santa Júlia Billiart mergulhou nos mistérios profundos

 da oração, da contemplação, da vida mística. O Senhor, presente na Eucaristia,

 passou a ser o centro de sua vida. Ele revelou a ela os mistérios da salvação,

 dos sofrimentos no Calvário, da imensurável glória celeste e da luz de Deus 

que ilumina a vida do cristão.

Vida ativa
Os frutos da Eucaristia apareceram. Santa Júlia Billiart tinha uma vida ativa mesmo

 nesta situação especial de paraplegia. Ela esteve sempre ligada à catequese

 paroquial e dava grande atenção à educação dos pobres, sabendo que a educação 

é uma das chaves da libertação da pobreza. Sempre engajada na catequese da

 paróquia, preocupava-se com a educação dos pobres. 

Amizades
Cultivava amizades dentro de sua família e ampliava esses laços com religiosos,

 com mulheres nobres que, sabendo de sua situação, procuravam arrecadar

 donativos que ajudavam a sua família. Mantinha amizades também com as 

irmãs carmelitas, que lhe davam um suporte espiritual.

A Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür

O sonho de ir além
Santa Júlia Billiart, depois de muitos anos de paralisia e vida mística, sentiu em

 seu coração o grande desejo de se tornar religiosa. Este desejo, porém, carregava

 uma meta muito definida: era preciso fundar uma Congregação religiosa com o 

carisma de formar bons e santos educadores para educar os pobres.

A realização do sonho
Em outubro de 1794, aos 44 anos de idade, Júlia encontrou-se com Francisca Blin 

de Bourdon, que tinha 38 anos. Elas se conheceram no castelo da nobre família 

francesa, em Amiens. Essa amizade tornou-se a célula originária da Congregação

 das Irmãs de Nossa Senhora, a qual, futuramente, se chamaria Congregação das 

rmãs de Notre Dame de Namür.

No dia 2 de fevereiro de 1804, em Amiens, Júlia Billiart, Francisca Blin de Bourdon 

e Catarina Duchâtel emitiram os votos religiosos. Essa cerimônia, presidida pelo 

Padre Varin, marcou o início da Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür.

 O objetivo do novo Instituto era a educação das crianças e a catequese.

Cura
Em 1º de junho de 1804, após 30 anos de enfermidade e 22 anos de paralisia, 

Júlia foi milagrosamente curada durante uma novena ao Sagrado Coração de Jesus.

 Sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus a curou, pois ela voltou a caminhar 

depois de todos esses anos. A Mãe de Deus era sua grande referência e modelo, 

e a Eucaristia era o centro de sua vida de fé inabalável. Mas viver com ela não

 era fácil. Era um desafio constante, devido à firmeza de metas foi considerada 

teimosa e temperamental. Principalmente por não aceitar que a congregação fosse 

só diocesana, ou seja, sem superiora geral. Custou muito para que tivesse tal

 direito, mas, por fim, foi eleita superiora geral.

A obra de Santa Júlia Billiart cresceu 

Escola
Santa Júlia Billiart abriu sua primeira escola gratuita para crianças pobres em

 Amiens e começou a viajar pela França e Bélgica estendendo a obra. Era um 

tempo de miséria e dificuldades. Por isso, ela abria pensionatos e, com os ganhos

 obtidos, fundava as escolas gratuitas. Não aceitava qualquer donativo que pudesse

 tirar a independência da congregação. Para ter recursos, criava pensionatos e, ao

 lado deles, a escola para pobres. Sua obra se espalhou por várias cidades desses

 dois países.

Perseguição e mudança
Santa Júlia Billiart foi perseguida injustamente pelo bispo da cidade de Amiens. Ele 

chegou a afastá-la da Congregação. As irmãs, porém, decidiram ir junto com ela

 para Namür, uma cidade belga. Ali, a Congregação se firmou e foi em frente. Santa 

Júlia, então, continuou com sua obra, ajudando a milhares de crianças pobres, 

dando a elas formação que lhes abria uma porta para um futuro melhor. 

Legado
Durante os 12 anos em que Júlia esteve à frente da Congregação, ela fundou várias 

comunidades e escreveu mais de 400 cartas. 

Falecimento, beatificação e canonização
Vendo a obra de sua vida realizada, Santa Júlia Billiart faleceu na paz de Nosso 

Senhor, que era o centro de sua vida, no dia 8 de abril de 1816, aos 55 anos, 

enquanto recitava o Magnificat. Foi beatificada pelo Papa Pio X, em 1906, e 

canonizada por Paulo VI em 1969. Na ocasião, ele disse: “Por meio do seu batismo, 

de sua consagração religiosa e por sua vida inteira de fé em Deus, que é bom, Júlia 

foi colocada na trilha da opção divina pelos pobres.”

Devoção a Santa Júlia Billiart

Oração a Santa Júlia Billiart
“Ó Deus, que destes a Santa Júlia Billiart a graça de ter vosso Filho Jesus Cristo 

como o centro de sua vida, dai também a nós esta graça essencial, para que nossa 

vida frutifique em bênçãos para todos aqueles que precisarem. Por nosso Senhor 

Jesus Cristo, vosso Filho. Amém.”

A minha oração
“Santa Júlia Billiart, seja minha intercessora junto a Deus no céu. Quero aprender

 contigo a me ofertar por amor a Deus, mesmo em meio às enfermidades e 

tribulações, e a não ter medo de confiar e me abandonar à vontade Daquele que 

é tudo na minha vida. Amém.”

Santa Júlia Billiart, rogai por nós!