sexta-feira, 3 de abril de 2026

Santo do dia

*03/04/2026 - SEXTA-FEIRA SANTA - PAIXÃO DO SENHOR*

*1ª. Leitura:* (Is 52,13-15;53,1-12)
*Salmo responsorial:* 30(31)
*2ª. Leitura:* (Hb 4,14-16;5,7-9)
*EVANGELHO DO DIA*
*(Jo 18,1-40;19,1-42)*

N (Narrador): Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3 Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
P (Presidente): A quem procurais?
N: 5 Responderam:
G (Grupo ou assembleia): A Jesus, o Nazareno.
N: Ele disse:
P: Sou eu.
N: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6 Quando Jesus disse “sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7 De novo lhes perguntou:
P: A quem procurais?
N: Eles responderam:
G: A Jesus, o Nazareno.
N: 8 Jesus respondeu:
P: Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem.
N: 9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. 10 Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11 Então Jesus disse a Pedro:
P: Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?
N: 12 Então os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13 Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o sumo sacerdote naquele ano. 14 Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: “É preferível que um só morra pelo povo”. 15 Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote. 16 Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17 A criada que guardava a porta disse a Pedro:
L (Leitor): Não pertences também tu aos discípulos desse homem?
N: Ele respondeu:
L: Não!
N: 18 Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19 Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20 Jesus lhe respondeu:
P: Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.
N: 22 Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
L: É assim que respondes ao sumo sacerdote?
N: 23 Respondeu-lhe Jesus:
P: Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?
N: 24 Então Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o sumo sacerdote. 25 Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
G: Não és tu, também, um dos discípulos dele?
N: Pedro negou:
L: Não!
N: 26 Então um dos empregados do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
L: Será que não te vi no jardim com ele?
N: 27 Novamente Pedro negou. E, na mesma hora, o galo cantou. 28 De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a Páscoa. 29 Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
L: Que acusação apresentais contra este homem?
N: 30 Eles responderam:
G: Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!
N: 31 Pilatos disse:
L: Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei.
N: Os judeus lhe responderam:
G: Nós não podemos condenar ninguém à morte.
N: 32 Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33 Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
L: Tu és o rei dos judeus?
N: 34 Jesus respondeu:
P: Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?
N: 35 Pilatos falou:
L: Por acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?
N: 36 Jesus respondeu:
P: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui.
N: 37 Pilatos disse a Jesus:
L: Então tu és rei?
N: Jesus respondeu:
P: Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.
N: 38 Pilatos disse a Jesus:
L: O que é a verdade?
N: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus e disse-lhes:
L: Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39 Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos judeus?
N: 40 Então, começaram a gritar de novo:
G: Este não, mas Barrabás!
N: Barrabás era um bandido. 19,1 Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3 aproximavam-se dele e diziam:
G: Viva o rei dos judeus!
N: E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
L: Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum.
N: 5 Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
L: Eis o homem!
N: 6 Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
G: Crucifica-o! Crucifica-o!
N: Pilatos respondeu:
L: Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.
N: 7 Os judeus responderam:
G: Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.
N: 8 Ao ouvir essas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9 Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
L: De onde és tu?
N: Jesus ficou calado. 10 Então Pilatos disse:
L: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?
N: 11 Jesus respondeu:
P: Tu não terias autoridade alguma sobre mim se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.
N: 12 Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
G: Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei declara-se contra César.
N: 13 Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, em hebraico “Gábata”. 14 Era o dia da preparação da nossa Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
L: Eis o vosso rei!
N: 15  Eles, porém, gritavam:
G: Fora! Fora! Crucifica-o!
N: Pilatos disse:
L: Hei de crucificar o vosso rei?
N: Os sumos sacerdotes responderam:
G: Não temos outro rei senão César.
N: 16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17 Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário, em hebraico “Gólgota”. 18 Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus Nazareno, o rei dos judeus”. 20 Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
G: Não escrevas “o rei dos judeus”, mas sim o que ele disse: “Eu sou o rei dos judeus”.
N: 22 Pilatos respondeu:
L: O que escrevi está escrito.
N: 23 Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24 Disseram então entre si:
G: Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será.
N: Assim se cumpria a Escritura que diz: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25 Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
P: Mulher, este é o teu filho.
N: 27 Depois disse ao discípulo:
P: Esta é a tua mãe.
N: Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
P: Tenho sede.
N: 29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30 Ele tomou o vinagre e disse:
P: Tudo está consumado.
N: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
*Todos se ajoelham e faz-se breve pausa.*
N: 31 Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus. 33 Ao se aproximarem de Jesus e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35 Aquele que viu dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36 Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37 E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. 38 Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus -, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39 Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume, feito de mirra e aloés. 40 Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41 No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42 Por causa da preparação da Páscoa e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus. *Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

Evangelho de hoje

*03/04/2026 - SEXTA-FEIRA SANTA - PAIXÃO DO SENHOR*

*1ª. Leitura:* (Is 52,13-15;53,1-12)
*Salmo responsorial:* 30(31)
*2ª. Leitura:* (Hb 4,14-16;5,7-9)
*EVANGELHO DO DIA*
*(Jo 18,1-40;19,1-42)*

N (Narrador): Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 1 Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3 Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
P (Presidente): A quem procurais?
N: 5 Responderam:
G (Grupo ou assembleia): A Jesus, o Nazareno.
N: Ele disse:
P: Sou eu.
N: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6 Quando Jesus disse “sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7 De novo lhes perguntou:
P: A quem procurais?
N: Eles responderam:
G: A Jesus, o Nazareno.
N: 8 Jesus respondeu:
P: Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem.
N: 9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. 10 Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11 Então Jesus disse a Pedro:
P: Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?
N: 12 Então os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13 Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o sumo sacerdote naquele ano. 14 Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: “É preferível que um só morra pelo povo”. 15 Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote. 16 Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17 A criada que guardava a porta disse a Pedro:
L (Leitor): Não pertences também tu aos discípulos desse homem?
N: Ele respondeu:
L: Não!
N: 18 Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19 Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20 Jesus lhe respondeu:
P: Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.
N: 22 Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
L: É assim que respondes ao sumo sacerdote?
N: 23 Respondeu-lhe Jesus:
P: Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?
N: 24 Então Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o sumo sacerdote. 25 Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
G: Não és tu, também, um dos discípulos dele?
N: Pedro negou:
L: Não!
N: 26 Então um dos empregados do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
L: Será que não te vi no jardim com ele?
N: 27 Novamente Pedro negou. E, na mesma hora, o galo cantou. 28 De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a Páscoa. 29 Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
L: Que acusação apresentais contra este homem?
N: 30 Eles responderam:
G: Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!
N: 31 Pilatos disse:
L: Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei.
N: Os judeus lhe responderam:
G: Nós não podemos condenar ninguém à morte.
N: 32 Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33 Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
L: Tu és o rei dos judeus?
N: 34 Jesus respondeu:
P: Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?
N: 35 Pilatos falou:
L: Por acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?
N: 36 Jesus respondeu:
P: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui.
N: 37 Pilatos disse a Jesus:
L: Então tu és rei?
N: Jesus respondeu:
P: Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.
N: 38 Pilatos disse a Jesus:
L: O que é a verdade?
N: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus e disse-lhes:
L: Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39 Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos judeus?
N: 40 Então, começaram a gritar de novo:
G: Este não, mas Barrabás!
N: Barrabás era um bandido. 19,1 Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3 aproximavam-se dele e diziam:
G: Viva o rei dos judeus!
N: E davam-lhe bofetadas. 4 Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
L: Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum.
N: 5 Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
L: Eis o homem!
N: 6 Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
G: Crucifica-o! Crucifica-o!
N: Pilatos respondeu:
L: Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.
N: 7 Os judeus responderam:
G: Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.
N: 8 Ao ouvir essas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9 Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
L: De onde és tu?
N: Jesus ficou calado. 10 Então Pilatos disse:
L: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?
N: 11 Jesus respondeu:
P: Tu não terias autoridade alguma sobre mim se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.
N: 12 Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
G: Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei declara-se contra César.
N: 13 Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, em hebraico “Gábata”. 14 Era o dia da preparação da nossa Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
L: Eis o vosso rei!
N: 15  Eles, porém, gritavam:
G: Fora! Fora! Crucifica-o!
N: Pilatos disse:
L: Hei de crucificar o vosso rei?
N: Os sumos sacerdotes responderam:
G: Não temos outro rei senão César.
N: 16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17 Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário, em hebraico “Gólgota”. 18 Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19 Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus Nazareno, o rei dos judeus”. 20 Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21 Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
G: Não escrevas “o rei dos judeus”, mas sim o que ele disse: “Eu sou o rei dos judeus”.
N: 22 Pilatos respondeu:
L: O que escrevi está escrito.
N: 23 Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24 Disseram então entre si:
G: Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será.
N: Assim se cumpria a Escritura que diz: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25 Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
P: Mulher, este é o teu filho.
N: 27 Depois disse ao discípulo:
P: Esta é a tua mãe.
N: Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
P: Tenho sede.
N: 29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30 Ele tomou o vinagre e disse:
P: Tudo está consumado.
N: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
*Todos se ajoelham e faz-se breve pausa.*
N: 31 Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus. 33 Ao se aproximarem de Jesus e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35 Aquele que viu dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36 Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37 E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. 38 Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus -, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39 Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume, feito de mirra e aloés. 40 Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41 No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42 Por causa da preparação da Páscoa e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus. *Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

São Francisco de Paula, conhecido como "O Eremita da Caridade" - 02 de abril

 

São Francisco de Paula, conhecido como "O Eremita da Caridade"

Sao francisco de paula conhecido como o eremita da caridade

Origens

São Francisco de Paula realiza muitos milagres e é muito venerado na Calábria.

 Nasceu em Paola (Cosenza) em 1416 em uma família pobre. O casal de idosos 

quer um filho e reza para que São Francisco de Assis faça o milagre. É assim que 

acontece.

A promessa 

Após quinze anos de casamento, nasce um lindo menino que leva o nome do Pobre

 Homem de Assis, Francisco. Imediatamente depois, um dos olhos do menino fica

 doente. Os pais prometem manter a criança no convento por um ano e rezar a São

 Francisco. O apelo é ouvido: a criança se cura e a promessa é cumprida.

Convento
Quando entrou no convento, Francesco era um menino, mas já queria viver como 

um frade humilde: dormia no chão, comia pouco, rezava sempre. Ele então sente

 que quer se dedicar totalmente a Deus e se retira para uma caverna à beira-mar, 

perto de Paola, onde, durante cinco anos, vive na solidão comendo apenas grama.

Milagres

Ele realiza muitos milagres e se torna muito famoso. No convento acende a panela

 com as leguminosas com o sinal da cruz. Ele cura leprosos, cegos e paralíticos. 

Multiplique o pão e o vinho. Cidade livre de epidemias. O milagre mais conhecido 

é o de atravessar o Estreito de Messina com o manto, já que o santo não tem

 dinheiro para pagar ao barqueiro que o deverá transportar. O próprio barqueiro,

 presenciando o milagre, lamenta ter negado sua ajuda e pede perdão ao frade.

Ordem dos Eremitas

Muitos discípulos convergem em torno de Francisco. Assim nasceu a Ordem dos 

Eremitas (ou Mínimos) de São Francisco de Assis. O santo foi peregrino a Assis, 

Montecassino, Loreto e Roma. Em Roma, Francisco continua perturbado pela vida 

suntuosa levada por um cardeal, tanto que o repreende, lembrando-lhe a simplicidade 

evangélica.

Visita ao Rei da França

Os poderosos da época queriam conhecê-lo, ser aconselhados por ele, curados, 

como o muito doente rei da França Luís XI. O frade vai para França. Não cura o rei,

 mas lhe dá muita serenidade. A corte o ama e estima, tanto que ele permanece

 na França por vinte e cinco anos, tempo que Francisco aproveita para criar muitos 

outros conventos.

Protetor e Padroeiro

O humilde franciscano permanece pobre e simples durante toda a sua vida, defende

 os pobres e ataca os poderosos que levam uma vida confortável e mundana e 

molestam injustamente o povo. Francesco di Paola morreu em 1507, aos 91 anos, 

em Tours (França). Protetor dos eremitas, marinheiros, viajantes e peixeiros, é

invocado por casais estéreis para ter um filho. Ele é o padroeiro da Calábria.

Minha oração

Deus, nosso Pai, São Francisco de Paula viveu a simplicidade e a pobreza

 evangélica. Também hoje nos chamais a dar testemunho da vossa bondade e

 da vossa misericórdia no meio dos homens. Libertai os nossos corações da 

insensatez e da lentidão para crer no que vosso Filho Jesus revelou: o mistério

 da sua Paixão, Morte e Ressurreição. Permanecei conosco, Senhor, conduzi-nos 

à fraternidade à reconciliação. Possamos exclamar jubilosos como os primeiros

 discípulos: É verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. E nós o 

reconhecemos na fração do pão! Amém.

São Francisco de Paula, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 13,1-15

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

13,1-15

Era antes da festa da Páscoa.
Jesus sabia que tinha chegado a sua hora
de passar deste mundo para o Pai;
tendo amado os seus que estavam no mundo,
amou-os até o fim.

Estavam tomando a ceia.
O diabo já tinha posto
no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes,
o propósito de entregar Jesus.

Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos

e que de Deus tinha saído e para Deus voltava,

levantou-se da mesa, tirou o manto,
pegou uma toalha e amarrou-a na cintura.

Derramou água numa bacia

e começou a lavar os pés dos discípulos,
enxugando-os com a toalha com que estava cingido.

Chegou a vez de Simão Pedro.
Pedro disse:
"Senhor, tu me lavas os pés?"

Respondeu Jesus:
"Agora, não entendes o que estou fazendo;
mais tarde compreenderás".

Disse-lhe Pedro:
"Tu nunca me lavarás os pés!"
Mas Jesus respondeu:
"Se eu não te lavar, não terás parte comigo".

Simão Pedro disse:
"Senhor, então lava não somente os meus pés,
mas também as mãos e a cabeça".

Jesus respondeu:
"Quem já se banhou
não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo.
Também vós estais limpos, mas não todos".

Jesus sabia quem o ia entregar;
por isso disse:
"Nem todos estais limpos".

Depois de ter lavado os pés dos discípulos,
Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo.
E disse aos discípulos:
"Compreendeis o que acabo de fazer?

Vós me chamais Mestre e Senhor,
e dizeis bem, pois eu o sou.

Portanto, se eu, o Senhor e Mestre,
vos lavei os pés,
também vós deveis lavar os pés uns dos outros.

Dei-vos o exemplo,
para que façais a mesma coisa que eu fiz".

quarta-feira, 1 de abril de 2026

São Ludovico Pavoni - 01 de abril

 

São Ludovico Pavoni doou-se total e concretamente pelo jovens

Origens
Ludovico Pavoni nasceu em Bréscia (Itália), no dia 11 de setembro de 1784. Primeiro

 de cinco filhos, ele viveu em um tempo de mudanças políticas e sociais: a Revolução

 Francesa (1789), a Revolução Jacobina (1797), a dominação napoleônica com suas

 diversas denominações e, enfim, desde 1814, a dominação austríaca.

Política do amor aos jovens pobres
A política de Ludovico Pavoni, ordenado padre em 1807, foi sempre e unicamente a

 do amor. Renunciando à fáceis perspectivas de carreira eclesiástica, soube doar- se 

com generosa criatividade a quem tinha mais necessidade: os jovens, e entre esses 

os mais pobres. Para eles, abriu seu Oratório em 1812. 

Empenho catequético
Dedicava-se, ao mesmo tempo, como notará o bispo, a ajudar os párocos, instruindo, 

catequizando com homilias, catecismos e com retiros, fazendo grande bem à

 juventude, especialmente à mais pobre que tem maior necessidade. 

São Ludovico Pavoni e o Instituto de São Barnabé

Encargos e fundação
Aos 34 anos, foi nomeado cônego da Catedral e lhe foi confiada a reitoria da basílica

 de São Barnabé. Percebendo, no entanto, que muitos oratorianos, sobretudo os 

pobres, fraquejavam e se desviavam do bom caminho ao se inserirem no mundo do 

trabalho, que, infelizmente, não garantia um ambiente moral e cristão sadio, Ludovico 

Pavoni decidiu fundar um Instituto beneficente ou Colégio de Artes onde, pelo

 menos, os órfãos ou os descuidados pelos próprios pais fossem acolhidos, 

gratuitamente mantidos e educados de forma cristã. Ludovico sonhava habilitar 

os jovens para o desempenho de alguma profissão. Com o objetivo de formá-los,

 ao mesmo tempo, afeiçoados à religião, úteis à sociedade e ao Estado. Nasceu,

 assim, o Instituto de São Barnabé.

Oficinas de salvação
Entre as artes, a mais importante foi a tipografia, querida por padre Pavoni como

 “Escola Tipográfica” que pode ser considerada a primeira Escola gráfica da Itália 

e que logo se torna uma verdadeira Editora. Com o passar dos anos, 

multiplicaram-se os ofícios ensinados em São Barnabé. Em 1831, padre Pavoni

 enumera oito oficinas existentes: tipografia e calcografia, encadernação, livraria, 

ourivesaria, serralheria, carpintaria, tornearia e sapataria.

Seguindo a inspiração
O Instituto de São Barnabé reunia, pela primeira vez, o aspecto educativo, o 

assistencial e o profissional, mas a marca mais profunda, a ideia característica do

 novo Instituto era que os meninos pobres, abandonados pelos pais e parentes 

mais próximos, aí encontrassem tudo o que tinham perdido: não somente um pão, 

uma roupa e uma educação nas letras e artes, mas o pai e a mãe, a família de

 que a desventura os privou, e com o pai, a mãe, a família, tudo o que um pobre

 podia receber e gozar.

Condecorado Cavaleiro da Coroa Férrea

Além do esperado…
Padre Pavoni pensou também nos camponeses e projetou uma Escola Agrícola.

 Em 1841, acolhe também deficientes auditivos. Em 3 de junho de 1844, foi

 condecorado pelo imperador com o título de Cavaleiro da Coroa Férrea.

Cuidados Extendidos 
Para sustentar e dar continuidade ao Instituto, Ludovico Pavoni cultivava há muito,

 a ideia de formar com seus jovens mais fervorosos uma regular Congregação. 

Consistia na unidade com os vínculos da caridade cristã e fundamentada nas 

virtudes evangélicas. Além da dedicação inteiramente ao acolhimento e à educação 

dos filhinhos abandonados e se disponha a estender gratuitamente seus cuidados 

também em favor da tão recomendada Casa da Indústria, prejudicada com a falta 

de mestres competentes nas artes.

Aprovação
Obtido o Decreto da finalidade da Congregação, por parte do Papa Gregório XVI, 

em 1843, alcançou finalmente a aprovação imperial, com a criação da Congregação

 dos Filhos de Maria Imaculada.

A Congregação dos Filhos de Maria Imaculada

Os Pavonianos
Quanto à marca da nova família religiosa, os contemporâneos reconhecem-lhe a 

originalidade e a novidade. Devendo a mesma compor-se de religiosos sacerdotes 

para a direção espiritual, disciplinar e administrativa da obra e de religiosos leigos 

para a condução das oficinas e a educação dos jovens. Surge assim a nova imagem

do religioso trabalhador e educador: o irmão coadjutor pavoniano, inserido 

diretamente na missão específica da Congregação, com paridade de direitos e de

 deveres com os sacerdotes.

Morte no Domingo de Ramos
Com a saúde comprometida, Ludovico a teve agravada e, na madrugada de 1º de abril, domingo de Ramos, morreu.

Santidade
Na beatificação de Ludovico Pavoni, sancionada pelo Papa Pio XII, o Pontífice fala

 sobre a heroicidade das virtudes no qual é chamado de um outro Felipe Neri, 

precursor de São João Bosco, “rival” perfeito de São José Cottolengo.

Minha oração
“A sede pela salvação das almas habitava o coração de São Ludovico Pavoni. 

‘Senhor, que meu coração seja incendiado pelo ardor evangelizador. Dá-me o Teu 

Espírito Santo com cada um dos seus dons. Amém’.”

São Ludovico Pavoni, rogai por nós!